29 de ago de 2013

Imagens antigas comprovam: os homossexuais sempre existiram e em todas as culturas

Achados do passado

Para quem pensa que homossexualidade é uma das modernices ou, pior, sinal do fim dos tempos, muitos registros ao longo da nossa existência comprovam que os gays sempre existiram. Em qualquer raça, camada social, época, e no mundo todo.

Vendo hoje fotografias antigas homoafetivas, lembramos até das atuais fotos de protesto contra homofobia e saídas do armário, frequentemente postadas nas redes sociais.

Mas estas imagens foram feitas em um tempo em que o assunto era terminantemente proibido e, a prática gay, um crime. Assim, podemos dizer também que estas fotos são fruto de relacionamentos secretos, e tiradas com o intuito inverso - totalmente reservado.

Elas mostram simplesmente o amor entre dois homens (ou mulheres), registrado para eles mesmos guardarem como lembrança, já que não poderiam colocar num álbum de família, por exemplo. Independente do que o mundo ditava, se era pecado, contravenção, perversão ou desvio de comportamento, estes indícios e lembranças do passado trazem para a epiderme da história humana evidências de uma resistência (sentimental, sexual ou filosófica) - o amor entre pessoas do mesmo sexo, mesmo dentro do armário.

Foto: Gravura japonesa (shunga)  moderna (séc. XX) de artista desconhecido. É uma propaganda japonesa da época da Guerra Rússia X Japão. Soldado russo diz: Eu acho que já estou morrendo. Soldado japonês: Eu vou acabar com você agora. Russos: Corra rápido.


Também as tecnologias do tipo fotografia e artes como esculturas e objetos especiais eram coisas para poucos, e a impressão que fica é mesmo de que havia poucos gays no passado.

Daí muitos acreditam que hoje tem mais do que antes, ignorando aqueles que não tinham acesso a esses luxos. Com a globalização e acesso livre à informação, cada vez mais comum a todos, percebemos uma faceta do mundo e das coisas muito mais próxima de uma realidade. Afinal, quem hoje em dia não convive com gays?

No meio destes registros, encontram-se também fatos relacionados a um comportamento visto com mais naturalidade e aceitação social, dependendo da época e do ponto de vista. Na Era Clássica, por exemplo, os romanos tinham a pederastia como uma cultura didática / pedagógica, entre homens e garotos. Os adultos eram verdadeiros orientadores na vida dos meninos, acompanhando-os no ginásio desde a infância até o início da puberdade.

Nesta antropologia, o Britsh Museum, um dos principais museus do Reino Unido, lançou em junho deste ano o livro A Little Gay History: Desire and Diversity across the World (Uma breve história gay: desejo e diversidade pelo mundo), reunindo registros relacionados ao comportamento homossexual nos últimos 4 mil anos. A breve história possui 128 páginas, com textos e imagens de objetos, desde papiros egípcios até os tempos modernos, auxiliando os interessados a explorar o desejo pelo mesmo sexo e identidade de gênero através dos tempos.

O sentido da palavra little, como breve ou rápido, refere-se aqui aos poucos registros que contam, cada um, momentos ou detalhes de vidas humanas, transformando este apanhado de dados em uma espécie de mosaico antropológico - um photo shoot do passado.

“Não se trata da História de uma minoria, mas sim de parte da História da Humanidade. O desejo por pessoas do mesmo sexo sempre existiu em todas as culturas”, disse o curador e autor do livro Richard B. Parkinson em entrevista para O Globo. Mais uma confirmação, ou um conjunto de vestígios de uma realidade de sempre. E respondendo as frequentes indagações e naturalmente humanas: A homossexualidade sempre existiu no mundo? Ser gay independe de onde se nasce ou da cultura local? Tem índio gay? ...

A Taça de Warre (10 D.C. Império Romano)

O livro reúne trabalhos diversos, entre pinturas, esculturas, fotografias, literatura, etc. Entre eles, gravuras japonesas (shunga) do século 16; a Taça de Warre (fotos acima), que é uma taça de vinho com a representação em alto-relevo de sexo anal entre dois homens, usada na Roma Antiga;  a Epopeia de Gilgamesh, um dos poemas mais antigos encontrado em uma tabuleta no Iraque, contando a história do deus e herói Gilgamesh e seu companheiro - O cabeludo e selvagem Enkidu; e os bustos do imperador romano Adriano (no poder de 117 a 138 D.C.) e de seu amante - na capa do livro.


Treasure Box (caixa de tesouro)
Madeira - 9,4 X 43 X 9,8 cm
Nova Zelândia (séc. XVIII)

É um baú / cofre, porém para ser usado suspenso, ao invés de no chão. Estas caixas de madeira continham luxuosos ornamentos pessoais dos Maori, homens do alto escalão da sociedade da antiga Nova Zelândia.

São entalhadas figuras estilizadas, entrelaçadas e ligadas por vários tipos de união sexual. Muitas mostravam um braço entre dois homens como símbolo das relações homossexuais.


Estas evidências do passado, que não são poucas, sugerem também o que não não foi registrado para a posteridade, como uma mensagem implícita. Se pessoas da alta classe praticavam a homossexualidade e, ou se envolviam homoafetivamente, por que não acreditar que o mesmo poderia acontecer com qualquer pessoa ou com uma pessoa qualquer?

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