23 de jun de 2013

Doc: O pior lugar do mundo para ser gay

Uganda tem até projeto para pena de morte!

No documentário da BBC O Pior Lugar do Mundo para Ser Gay (The World's Worst Place to Be Gay?) o jornalista Scott Mills vai até Uganda para viver na pele o que é ser perseguido, odiado, correr risco de vida... só por causa da sua homossexualidade. Scott lembra que até pouco tempo atrás, até o final dos anos 60, um gay assumido poderia ser demitido do emprego e até preso no Reino Unido, como comparativa para o documentário feito no país africano.

Na África, 37 países consideram a homossexualidade um ato ilegal. "As pessoas são torturadas, estupradas e presas só por serem gays". Na Uganda, além disso, há um projeto que prevê a prisão perpétua para quem fizer sexo gay e, se for reincidente, a pena de morte.

Documentário O pior lugar do mundo para ser gay - Completo Legendado


O deputado ugandense David Bahati, o homem por trás do projeto de lei contra os gays
Um dos entrevistados teve que se mudar (fugir) do país, após ter sido citado em uma lista delatada pelos gays que são presos e torturados até entregar os outros - como fazem os ditadores com os militantes de esquerda, por exemplo. E, sabendo que o jornalista nunca teve grandes problemas em ser gay, ele ainda detalha as barbaridades feitas com os homossexuais de lá: "eles podem queimar você vivo, queimar plástico na sua pele...", e o povo "não liga". Na verdade, quase todos acham homossexualidade uma aberração.

Mas o jornalista descobre que no meio de tanto terror homofóbico há resistentes, vivendo em aglomerados, e até um bar gay - claro que tudo hiper camuflado, e no clima de refugiados no próprio país que vivem. Tudo isso sem falar da rejeição dos pais, familiares, não conseguindo empregos e vivendo em favelas ainda piores do que as nossas. Tipo 'ou morrem ou fiquem bem longe'.

E parece virar moda no país fazer do homossexual a estrela dos casos policiais, incluindo vários jornais que estampam fotos e listas de gays procurados - uma verdadeira caça às bruxas. Além de homofobia, uma fixação, assim como por aqui fazemos com os vilões, estampados nas capas das revistas de fofoca. Porém como fatos reais, incitando a população a odiar os gays, com notícias pejorativas de supostos homossexuais.

Agora imagina você uma cultura que acha normal um jornal publicar fotos e endereços de gays, expondo-os como procurados. tudo porque todos acreditam que sexualidade é uma escolha. Por lá, a cura gay é praticada por psicólogos, pastores de igreja, curandeiros e suas mandingas - e toda a exploração, charlatanismos e também boas intenções em favor de se livrar do mal: o gay!

Parece mentira até para nós brasileiros, ainda habituando com o tema gay, mas veja o documentário para ver que não estou mentindo. E pior, esta onda de homofobia entre os ugandeses é algo recente, e promovida por pastores de igreja evangélica. No meio de tudo, nem os jovens salvam, bombardeados pelos líderes religiosos e inúmeras propagandas contra os gays, alterando a cultura daquele país.

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