16 de abr de 2016

Moda Sexy: A volta do Bigode!

Moustache Style

Um jeito simples, para os homens, de mudar a fisionomia, a cara (careta ou carapuça) é deixar crescer os pelos do rosto. Em tempos da valorosa liberdade de expressão, onde cada um procura imprimir a própria personalidade no style, além dos cabelos e infinitos tipos de corte, sobrancelhas, barba, o bigode e até as costeletas entram nesta busca ou identificação por um estilo pessoal. Assim como um simples bigode pode trazer uns anos a mais no semblante, ou torná-lo mais sério, ele também é capaz de revelar mais virilidade na figura masculina, bem como a barba e o corpo peludo - coisas (literalmente) de homem macho. Bigode, charuto, couro e tantos outros emblemas (ou fetiches), tão enigmáticos que dispensam maiores regras e padrões - apenas eróticosexy.

 "Barba, cabelo e bigode!" Com ou sem "cavanha"... Afinal, que homem nunca fez um bigode na frente do espelho, nem que fosse pra raspar tudo depois? Um dos acessórios naturais mais apreciados pelos gays, desde sempre e iconizado nos tempos Vintage por Tom of Finland, e até como marca registrada ou código gay underground (bigode militar), o bigode vem de volta à moda, incluindo desta vez jovens, além de adultos e, claro, famosos.

Depois de algumas tentativas fashion, ainda nesta década de 2010, também associado à "barba por fazer" e até aos barbudões de fato, o bigode aparece agora, entre os adeptos, sozinho no rosto, com apenas o bigodinho ou bigodão. Aquela parte de pelos (ou cabelos) em cima do lábio superior, conhecida também como lanugem ou "penugem" (pelugem), nos adolescentes, buço, nas mulheres, ou no popular, "bigodinho de trocador", "rodapé de buceta", entre outros apelidos para os que possuem o tal bigodón.

Bigodon - Skol (2015)

O "bigode grosso" Pedro Lima - The Voice Brasil - Listen - Encontro Fátima Bernardes

Fininho ou "bigode grosso", ele aparece agora também nos rostos de artistas, galãs de novela e cinema, e executivos (habitualmente com shape lisinho), indo além do tradicional reduto dos bigodudos, entre os operários, motoristas e cobradores de ônibus, caminhoneiros, peão de obra e tantos outros típicos frequentadores de botecos "copo sujo" e outros 'cabarés'. Cafona, elegante, vulgar ou sofisticado, o bigode aparece em toda diversidade masculina, do mais machão aos drags e crossdressers.

Veja também:
Homem de Bigode


Nos anos 80, nenhum outro bigode fez tanto sucesso quanto o do ator
Tom Selleck no seriado Magnum, P.I. Tanto que o galã adotou o
bigode também fora das telas, sempre exibindo com orgulho seu 
bigodão.
Nomes e tipos de Bigode

É certo que existem muitos tipos de bigodes, grandes ou pequenos, com volume ou de look falhado, além dos esculturais e o clássico bigode militar (foto). Por exemplo, o bigode adotado pelo saudoso líder da Queen, Freddie Mercury, é chamado de chevron moustache e está entre os mais populares. Porém, os mais comuns de se vê são aqueles que não possuem uma modelagem certinha, nem apresentam muito volume - talvez tentativas da curiosidade masculina, com intuito de ir aparando conforme o bigode for crescendo, encorpando.

Para os mais antenados e que procuram um visual mais exótico, o modelo handlerbar moustache, que é aquele com uma pequena voltinha em cada uma das pontas, trazendo junto com o bigode o tique em ficar enrolando e afinando as pontas. Este tipo de bigode é tradicional entre os homens do sul da Itália e, por isso, ganhou também o nome de “bigode espaguete”. Claro, que estamos falando de um bigode, digamos, dos mais intuitivos, podendo acreditar certamente que seu uso vem junto com as primeiras civilizações. Assim como lidamos com os cabelos e o corpo desde nossos ancestrais mais primitivos, usando adereços, enfeites, tatuagens, pinturas, amarras ou simplesmente cortando e cuidando da "crina", o bigode é parte destas primeiras criações humanas, realizadas na própria extensão do corpo.

Vindo com a adolescência, mais precisamente na puberdade, o bigode aparece como pelugem ou aquela sujeirinha em cima da boca, antes mesmo da barba, com os primeiros fios crescendo, ainda bem ralinho feito buço - "criando bigodinho". Assim, os mais jovens acabam adotando o modelo chamado de Pencil Moustache, que é o bigode sem volume e bem fininho, parecendo literalmente que foi desenhado com um lápis, entre o nariz e os lábios. Outro tipo é o Painter’s Brush Moustache, que seria o meio a meio, não é muito volumoso, mas também não é tão ralo assim. Esse tipo de bigode cai muito bem com o cavanhaque ou com a barba feita (aparada, cortada e contorno feito com barbeador ou navalha).

O estilo Hitler, também conhecido como Toothbrush é caracterizado e foi imortalizado pelo grande vilão da humanidade e pelo lendário Charlie Chaplin, pequeno na largura e concentrado-se acima dos lábios, escondendo apenas o filtro labial, nome dado para a depressão vertical localizada entre o nariz e o lábio superior (a curvinha da boca). A ideia era imprimir superioridade, motivo sabido pelo ditador nazista e incorporado como crítica cômica pelo ícone do cinema mudo, no filme O Grande Ditador.


Pelo menos para ele, ainda que a principal intenção tenha sido de pura excentricidade, o formato intrigante deste bigode significava imponência. Uma marca registrada como um símbolo ou cor exclusivos de uma suposta realeza ou dinastia. Hitler, que usava bigode ao estilo clássico prussiano (ao natural, com leves pontas nas laterais, para baixo), desde muito jovem, teve que adotar o então emblemático formato quando enviado para o front francês, durante a 1ª Guerra Mundial. Ele havia recebido ordens de cortar o bigode que tinha para que pudesse utilizar corretamente sua máscara anti-gás. O uso de gás de mostarda pelas tropas britânicas obrigava todos os soldados a terem em mãos máscaras contra gases, e o então bigode largo não permitia total vedação do rosto ao equipamento.

Bigode Chevron


O tipo Chevron, certamente o mais simples de ser feito, não precisa ser bem desenhado e nem de um volume muito grande, somente cobrir a parte superior dos lábios. Este modelo leva como marca o apoteótico e saudoso Freddie Mercury.

Bem como o astro da luta livre Hulk Hogan (Terry Gene Bollea), trazendo o clássico bigode no formato de ferradura. A característica principal do Horseshoe é o bigode cheio com a extensão comprida pelas laterais da boca. Muitos adeptos dos grupos de motoqueiros utilizam este estilo de bigode, que deixa a expressão mais malvada, bad boy. Outros deixam crescer o cavanhaque e parte da barba para formar o bigode Horseshoe mais longo e com mais volume.






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Eis então o Handlebar ou Bigode Vintage, tendência atual na moda masculina. Conhecido como um dos mais estilosos, tem como ponto principal as voltinhas nas pontas de cada lado. Exige-se um bigode relativamente grosso e crescido para que se possa enrolar as pontinhas, de forma que elas fiquem bem fixadas. Para isso, os adeptos deste modelo de bigode usam gel de cabelo, cera de abelha ou outros produtos feitos especialmente para os cuidados com os bigodes.

Na minissérie Verdades Secretas, o ator Felipe de Carolis apresentou com o seu Handlebar um visual a cara dos antenados de ravesNeo Dandi, "lumbersexuais" e tantos outros do estilo "lenhador", mais rústico, ou mais classudo, na releitura fashion dos tempos atuais.


Já o estilo Fu Manchu, com esse nome chinês que remete aos samurais e filmes de artes marciais, é o bigode bem longo, que ultrapassa o queixo. Muito utilizado por orientais, foi batizado com o nome Fu Manchu por ter ficado famoso em uma novela, em meados do século XX. É como se fosse o Bigode Dali, de Salvador Dali, porém com as longas pontas para baixo. Ou ainda o bigodão mexicano.



Veja mais fotos:









Histórias de Barbearia

O primeiro povo a raspar a barba e cultivar somente o bigode de que se tem registro foi o gaulês. Não é à toa, portanto, que os gauleses – um povo celta, como os galeses e os gálatas – dos quadrinhos Asterix e Obelix usam fartos bigodões. Os caldeus e babilônios, dois povos da antiga Mesopotâmia, cultivavam barbas trançadas. Elas eram lavadas em óleo e prensadas com a ajuda de um ferro quente, na intenção de ficarem bem armadas feito cestaria.

No Egito Antigo, a barba servia para designar status social. A nobreza costumava usar barba que, por sua vez, era vetada aos sacerdotes. Os gregos também sempre foram conhecidos por suas vastas barbas. Praticamente todos os grandes pensadores, artistas e líderes gregos cultivavam longas pelagens faciais. A prática, porém, começou a cair em desuso com a invasão da Grécia pelos macedônios. Com o argumento de que eles podiam ser agarrados pelo rosto, o general Alexandre, o Grande, determinou que todos os seus soldados raspassem a barba. Mas os romanos tinham uma posição dúbia em relação à barba. Embora o visual lisinho fosse a regra, os senadores costumavam cultivar os pelos do rosto. E esta postura de dividir castas ou divisão político-social se estabeleceu até em tempos mais recentes, separando os senhores feudais e coronéis de seus escravos ou vassalos.

O cisma entre as igrejas católica e ortodoxa, em 1054, fez com que os sacerdotes católicos passassem a raspar os pelos do rosto para se diferenciar dos pares ortodoxos. O detalhe é que até hoje os sacerdotes ortodoxos cultivam suas longas barbas (e peiot, com longos cachinhos e talvez o único grupo que deixa crescer assim as costeletas).




Já a navalha em “T” foi inventada pelos irmãos norte-americanos Kampfe. E a lâmina Gillete foi criado pelo também norte-americano King Camp Gillette. Com estas facilidades modernas, a barba caiu em desuso, a partir da primeira década do século XX. O mesmo ocorreu com os bigodes fartos anos depois.

O rosto liso virou sinônimo de higiene e beleza (assim como na depilação e o corpo todo lisinho), com exceção de uma lacuna, entre os anos 1960 a 1980, onde a barba voltava a ser largamente utilizada nos países ocidentais, graças ao movimento hippie e, especialmente com relação ao bigode, à cultura gay. O código entre os "entendidos", termo utilizado na época para designar homens gays, ainda que "discretos", trazia um certo significado, estampado na cara, aos interessados (para os outros, apenas um bigode).

Homens peludos, de barba, cavanhaque ou bigode são normalmente chamados, também na vibe gay, de ursos ou bears. O bear típico é “gordinho”, peludo e cultiva ao menos o bigode. Existem diversas associações, clubes, casas noturnas e sites voltados para este público que, por sua vez, possui vários subtipos: cubs (“filhotes”, ou ursos jovens), lontras (ursos magros), chubbies (ursos gordos), polar bears (grisalhos), etc. O grupo também costuma apreciar o uso de charutos, cachimbos, coadjuvando com os bigodões, bem como é bastante associado aos fetiches leather (couro) e BDSM.

Vintage '70

Veja também:
Couro, Ray Ban e Motoqueiros

Os mais belos, estilosos e inusitados bigodes, cavanhaques e barbas do mundo são escolhidos anualmente em um concurso chamado World Beard and Moustache Championships, com  diversas categorias, Natural Moustache, English, Imperial, Hungarian, Freestyle, Goatee Natural, Fu Manchu, entre outros tipos de barbearia. Além do corte / modelo do bigode, que o encaixará em um dos estilos do concurso, verdadeiras obras esculturais concorrem ao prêmio, usando de toda criatividade para este detalhe de nossa masculinidade.







Bigodes famosos

O Movember, movimento que brinca com a junção das palavras moustache e November, começou em 2003 em Melbourne, na Austrália, como brincadeira, mas ganhou relevância ao se tornar campanha para conscientizar os homens da importância de fazer exames periódicos de câncer de próstata e de testículos. Boa causa à parte, o Movember traz sempre ótimas referências de bigodes históricos, os mais criativos e sofisticados, e uma boa maneira de se engajar ao movimento, digo, ao estilo bigode.

Veja também:
Novembro Azul contra o câncer de próstata

Bigode Hugh Jackman, Chay Suede e Alexandre Nero

O modelo de bigode inspirado no personagem do filme Piratas do Caribe, o famoso Captain Jack Sparrow, pode ser adotado por homens que possuem pouca barba. O tipo Captain Jack é uma mistura de bigode, barba curta nas laterais e cavanhaque. Já o estilo Van Dyke é basicamente um corte de um bigode pontudo, uma barba bem definida no queixo e sem pelos nas laterais do rosto. Este modelo requer bastante manutenção e costuma dar um toque artístico no rosto dos homens que o adotam.





E a lista de alguns dos bigodudos mais famosos é extensa: Tom Selleck (ator norte-americano), Josef Stálin (ditador soviético), Friedrich Nietzsche (filósofo alemão), Lima Duarte (ator brasileiro), Albert Einstein (cientista alemão), Alexander Borodin (compositor russo), Euclides da Cunha (escritor brasileiro), Luiz Felipe Scolari (treinador brasileiro), Salvador Dali (pintor espanhol), Gunter Grass (escritor alemão), Antônio Callado (jornalista e escritor brasileiro), Arthur Cona Doyle (escritor britânico), William Faukner (escritor norte-americano), W. G. Sebald (escritor alemão), Tony Iommi (guitarrista britânico), Gabriel Garcia Marquez (escritor colombiano), Guy de Maupassant (escritor francês), Belchior (cantor brasileiro), Lionel Richie (cantor norte-americano), João Ubaldo Ribeiro (escritor brasileiro), Astor Piazzolla (músico argentino), Eça de Queiroz (escritor português), Mark Twain (escritor norte-americano), Edgar Allan Poe (escritor e poeta norte-americano), Rivelino (jogador brasileiro), Mahatma Gandhi (líder político indiano), Freddie Mercury (Queen), Carlos Massa / Ratinho (apresentador brasileiro), Thobias Wolff (escritor norte-americano), Ramon Valdez / Seu Madruga (ator mexicano), Super Mario (personagem de game), Stan Lee (quadrinista norte-americano), Carlitos (o personagem eternizado por Charles Chaplin), Borat Sagdiyev (personagem de TV criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen).

Alguns destes merecem ainda mais destaque, como é o caso do pintor Salvador Dali, que atua lado a lado, em grau de importância iconográfica, com os tão famosos quanto ChaplinHitler e Mario Bros. O artista catalão, que trazia sua própria figura a sua arte, dizendo que seu exótico bigode era uma espécie de antena com o cósmico e, inspirado talvez em Sansão e Dalila, atribuía também força e virilidade ao seu bigodão pontudo, criando assim sua marca registrada.



Joe Jonas

Daniel Day-Lewis - Gangues de Nova York (2002)

Groucho Marx

Ricky Martin

Miguel Falabela

James Branco

Wagner Moura - Narcos (2015)

Alexandre Pires

Compadre Washington
Marcello Melo Jr


Latino

Marcelo Serrado - Gabriela (2012)

Brad Pitt

Rômulo Arantes Neto

Pe Lanza

Caio Castro

Borat

Rafael Vitti

Fredie Mercury
Jesuíta Barbosa

Justin Bieber

Frank Zappa foi outro roqueiro que adotou o bigode como marca registrada. Discreto, mas cheio de estilo, o bigode de Prince também ficou mundialmente famoso. Clark Gable pôde contar com o charme de seu bigode para domar Scarlett O'Hara em ...E o Vento Levou. O bigode de Don Vito Andolini Corleone foi imortalizado no cinema por Marlon Brando, em O Poderoso Chefão. No entanto, em matéria de bigodudos durões, ninguém supera Charles Bronson e seu desejo de matar. Na pele de Borat, “o segundo melhor repórter do glorioso país Cazaquistão”, Sacha Baron Cohen chamou a atenção do mundo com seu bigode e, claro, seu maiô verde, diga-se de passagem.

Na lista de bigodes famosos, o do ator Burt Reynolds não poderia ficar de fora como exemplo de masculinidade. Já por trás das câmeras, o bigode pitoresco mais famoso é o do diretor de Pink Flamingos, John Walters. Além da voz marcante, o bigode é uma das principais características do ator Sam Elliot. E ainda entre os galãs e belos, o modelo Jarrod Scott, que já foi eleito Homem do Ano pela GQ Austrália, na categoria Estilo, como representante bigodudo do universo fashion.

Clarck Gable

Burt Reynolds

Frank Zappa

John Walters

Marlon Brando - O Poderoso Chefão (1972)


Sam Elliot


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Nas historinhas, Ned Flanders, o pacato vizinho da família Simpson e odiado por Homer, representa os bigodudos dos desenhos animados. Gomez Addams, o patriarca de A Família Addams, já foi representado na TV e no cinema pelos atores John Astin e Raul Julia, ambos com o característico bigode. E fechando a lista entre os personagens cômicos, o maior deles, Seu Madruga e seu bigode mendigo.




Menção honrosa até mesmo a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, que teve seu bigode na versão do controverso pintor francês Marcel Duchamp, em 1919, no ready-made batizado de L.H.O.O.Q. Santos Dumont, “o pai da aviação”, também é lembrado pelo bigode marcante, bem como o físico teórico alemão Albert Einstein, mostrando que bigode também pode ser uma marca dos gênios.

Santos Dumont

Einstein

L.H.O.O.Q. - Marcel Duchamp, 1919


Moda Bigode

Novamente em alta, a #bigode vem principalmente do estilo retrôvintage, onde era totalmente normal e quase obrigatório a presença de barba e, ou bigode na cara, até início dos anos 1980 - isso diferenciava os meninos dos já homens feitos. A partir daí, a tendência clean de fim de século, substituiu o visual "sujo" pelo rosto liso e limpinho. Foi quando os anos 1990 apresentou também o início de uma nova era de androginia, com modelos masculinos super fofos e delicados e, claro, com a pele do rosto lisa feito bumbum de bebê.

Enfim, o século 21 veio com o slogan diversidade, liberdade de expressão e o estilo (próprio), com a tendência latente de sermos o que quisermos ser. Do Vintage à reverência ao atual sentimento de "eu posso tudo" ou "sou quem eu quiser", o estilo clean vem perdendo sua dinastia, há pelo menos uns sete anos. Barba por fazer, bigode e cavanhaque desenhados com navalha, os tipos mais variados que passaram a não mais apartarem os pelos do rosto, como acontecia na assepsia pálida dos anos 90, por exemplo.

Quadro de Moda - Bigode

A barba vasta e preenchida ganhou o rosto dos hipsters e wannabes, mas os pelos faciais acima do lábio superior representam atualmente uma causa muito maior. O dia do bigode é comemorado no dia 18 de novembro, o Novembro Azul, com aderência até do público feminino, com pinturas nas unhas com desenhos do ícone da campanha, um handlebar.

Um bigode não inspira apenas respeito, como ressalta uma personalidade idiossincrática, de tom marcante. Hoje em dia o bigode é mais uma questão de estilo do que de moda, propriamente. “Desde sempre, bigode e barba foram símbolos fortes de representação da figura masculina. Com certeza, o bigode traduz bastante sobre a personalidade do homem e é capaz de alterar sua fisionomia, até mais do que a própria barba”, afirma Marinho,  sócio de Alberto Hiar na Barbearia Cavalera. Segundo porta-vozes da Barbearia 9 de Julho, “o maior trabalho é mantê-lo simétrico”. Entretanto, “basta apará-lo para que ele não fiquei muito alto, nem os fios recubram os lábios. Aqui é um dos serviços mais procurados”, garante Marinho. areah.com.br

Já o formato que mais combina com o seu rosto, é aquele que te faz sentir bem. De maneira geral, o bigode simples, clássico, que ocupa toda a parte superior dos lábios, vai bem em qualquer rosto. Mas se prefere um estilo mais modernoso, a dica é o já citado bigode handlebar, que se assemelha a um guidão de bicicleta, com uma pegada retrô - o mercado da barbearia conta até com implante de pelos ou de bigode, além das ceras e tinturas especialmente desenvolvidas para o Sr. Bigode.

Jarrod Scott








Ao mesmo tempo em que há aqueles que acham que os fios faciais pinicam, coçam ou arranham, existem outros que adoram, e dizem que eles fazem cócegas (ou no bom português, dão mais tesão). Embora os pelos faciais possam acrescentar alguns anos na aparência, acabam impulsionando também a autoconfiança.


Bigodinho Sex

O jogador de futebol Willian Gomes de Siqueira caiu nas graças da torcida devido a mística do bigode que usa até hoje. O atacante do Cruzeiro é conhecido como Bigode GrossoBigode e Mosqueteiro Azul, também relacionado ao bigode no estilo Os Três Mosqueteiros.


Os esportistas, como qualquer homem, também usam ou já aderiram a moda do bigode. Entre eles o jogador de vôlei Giba, do vôlei de praia Pedro Solberg, os craques e galãs Cristiano Ronaldo David Beckham, e o lendário bigode do nadador e medalhista olímpico Mark Spitz.

O lutador de MMAIan McCall elogiou o bigodinho de Iliarde durante a pesagem pré-combate UFC: “Superou o meu”, disse. Dono de um vasto bigode natural, sempre “penteado” de uma maneira que lembra o pintor surrealista Salvador Dalí, McCall contou à Ag. Fight que adorou a brincadeira de seu oponente. “Aquilo fez o meu dia, foi muito engraçado. Ele superou o meu! Ele tinha um bigode muito melhor que o meu, o que é difícil. Aquilo me deixou feliz. Eu jamais imaginaria! Ele é um cara muito legal, toda a sua equipe é legal. Me deixou muito feliz”, disse o lutador. Veja a foto com o simpático confronto entre os bigodudos:


Luiz Gustavo

Neymar

Giba

Pedro Solberg

Mark Spitz

Rivelino

O lado sexy do bigode é explicado pela demonstração de virilidade. Para quem gosta de macho, é natural gostar ou achar atraente certas especificidades do sexo masculino, sendo a presença de pelos no corpo uma delas. Algo primitivamente afrodisíaco, erótico apelativo e até pornográfico. Fora a fantasia erótica, a explicação prática do bigode, bem como a barba, tem a função de proteger e até camuflar o rosto do homem caçador, cobrindo inclusive os lábios do frio e concentrando mais gordura na região, através das glândulas sebáceas. Um componente vestigial.

E traz mistério à aparência, uma vez que vela. Acontece que o bigode se localiza bem acima de uma das partes mais sensuais do corpo: a boca! - Vira moldura, destacando ainda mais este clássico objeto de desejo.


Por outro lado, o uso de bigode nos personagens do tipo bandidomalandro, com seus correntões e relógio de ouro, cafajeste, talvez explica o fascínio por trás deste detalhe no estilo masculino. A sensualidade do bigode e, inclusive, o fetiche por bigodudos, vem também deste "amor bandido", sendo associada à figura transgressora e marginal, desde muito tempo na literatura, no teatro, no cinema e na TV. Vilões geralmente apresentam pelos no rosto, talvez para uma imagem mais "suja" do personagem, uma característica que nem sempre pode se aplicar ao bigode (mesmo com cavanhaque), considerando este sendo mais lapidado, bem feito, com uma sofisticação mínima frente à "barba por fazer", por exemplo.


O ar meio ou totalmente safado que, muitas vezes, faz o bigode, até a simples preguiça de fazer a barba, ou estilo de visual para aqueles que fogem do comum (afinal, o bigode, por mais padrão que seja, vai estar diferente em cada rosto e, consequentemente, trazendo uma personalidade única), o bigode ganha adeptos dos mais diversos tipos e, mesmo para aqueles que não possuem tantos pelos para compor um bigodão, arriscam experimentar este acessório tão versátil que temos no próprio rosto.

Com tantas considerações, podemos dizer seguramente que o bigode impõe. Impõe respeito, seduz, imprime personalidade e, claro, inspira masculinidade, bem como fantasia ou fetiche. Pode também ser um disfarce, uma das infinitas variações de estilo, uma norma, uma maneira engraçada de caracterização e até subcultura, capaz de esboçar significados específicos entre as relações humanas, especialmente entre homens.



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