5 de out de 2015

Boner Test - brincando de testar o tesão

Quero ver se não sobe!

Vamos brincar de boner test? Essa pode ser uma boa desculpa para tirar aquela casquinha do colega hétero, se aproveitando do tom de brincadeira para expressar o que lá no fundo é pura safadeza. O Gay Boner Test ou Teste da Ereção tenta verificar se um homem ficará excitado ao ser estimulado eroticamente por outro homem. Uma brincadeira que atende perfeitamente às fantasias do imaginário gay sobre os héteros.

Há muitas pesquisas científicas que tentam desvendar este grau de, digamos, vulnerabilidade entre os diversos tipos de sexualidade, especialmente tratando aqui das masculinidades, no objetivo em saber se há como comprovar a condição sexual de alguém, ainda que o próprio negue com toda convicção. Geralmente, os testes relacionam o desejo sexual dos homens com a capacidade e instinto natural em ficarem com o pênis ereto, ao verem ou sentirem coisas atraentes à libido ou desejo sexual - o Teste do Pau Duro! Uma resposta automática e instintiva que temos na fisiologia masculina em bombear sangue para o pênis, após ser estimulado sexualmente e, claro, quando este estímulo agrada.

Um desses testes, chamado de pletismógrafo peniano, e inventado nos anos 1950 pelo cientista checo Kurt Freund, traz um aparelho composto por uma câmara de plástico e um anel de borracha, que são colocados no pênis para medir o fluxo de sangue e as mudanças de tamanho no órgão sexual. Esta maquininha foi desenvolvida com um objetivo polêmico: identificar os gays ingressos no Exército Checo. E não deu muito certo, e por um motivo simples - bastava um pouquinho de concentração ou o próprio nervosismo da situação, em estar sendo testado intimamente, para conseguir disfarçar o tal tesão.

Determinado a ir além, o governo canadense criou um aparelho ainda mais sofisticado, apelidado de Fruit Machine (“máquina da fruta”), que media a dilatação das pupilas de policiais enquanto eles assistiam a filmes pornô. Isso porque, quando uma pessoa se interessa por algo que vê, suas pupilas se dilatam - um instinto natural em que potencializamos nossas capacidades para o que nos chama atenção. Mas os cientistas não contaram com um outro truque fisiológico: as pupilas também se dilatam para deixar entrar mais luz nos olhos, quando a iluminação no ambiente é insuficiente, por exemplo. Como os vídeos exibidos eram escuros e desfocados, as medições foram um fracasso. Se levados ao pé da letra, os resultados do projeto teriam mostrado, por exemplo, que os homens da Polícia Montada Canadense eram tarados por... cavalos!

Mas uma dessas pesquisas trouxe resultados bem convincentes sobre a relação entre homofobia e a paradoxal atração pelo mesmo sexo, quando universitários héteros foram testados ao assistirem filmes eróticos gays, com sensores no corpo, para detectar o grau de excitação (e ereção), após reponderem um questionário sobre seus posicionamentos com relação aos gays. Em 1996, psicólogos da Universidade da Geórgia se perguntaram por que a diversidade sexual e de gênero, especialmente a homossexualidade, despertava tanto ódio (a homofobia). Eles tramaram uma experiência para provar algo que já se suspeitava há tempos, mas que nunca fora comprovado: os homofóbicos são gays, com sérias dificuldades em admitir a própria sexualidade.

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Estudo comprova  homofóbicos podem ser gays enrustidos (HBO Channel)

De uma amostra de universitários, os cientistas selecionaram 64 rapazes que se identificavam como heterossexuais, que nunca tiveram fantasias ou pensamentos homossexuais, tão pouco qualquer ato do tipo. Cada um foi convidado a participar de uma experiência em laboratório. Mas o que eles não sabiam era que já haviam sido divididos em dois grupos, com base nas respostas de um questionário, voltado a detectar os homofóbicos e aqueles que estavam tranquilos com relação à sexualidade dos outros, ainda que diferente da sua. Os voluntários, então, foram colocados, individualmente, para assistirem filmes eróticos, com sensores ligados ao pênis para medir a excitação sexual. O sensor é um fio que relaxa na medida que o pênis aumenta de tamanho, criando assim uma escala de excitação, juntamente com outros aparelhos que mediam os batimentos cardíacos, circulação sanguínea, entre outras reações físicas diante à atração sexual.

Após terminar de assistir ao vídeo, o voluntário ainda respondia duas perguntas, em uma escala de 0 a 10: o quanto o vídeo havia lhe excitado e o quanto de ereção ele tinha adquirido com o vídeo. Uma grande parte do grupo dos homofóbicos demonstraram significativos níveis de excitação, mas negavam o fato ao responder as perguntas finais - foram mais de 12 litros de sangue aumentando a escala da corrente sanguínea, durante o vídeo erótico gay e, mesmo assim, quase nenhum admitiu. Já no grupo dos não-homofóbicos, a maioria não teve excitação sexual durante a exibição do mesmo vídeo e os poucos que ficaram excitados de alguma forma, não viram problema em confirmar nas suas respostas de autoavaliação.

A pesquisa conclui, portanto, que aqueles que se sentem insultados pelos "desvios sexuais", no sentido de sexualidades distintas do padrão heterossexual, comumente lutam contra algo dentro de si mesmos - a não-aceitação ou negação da própria sexualidade ou dos desejos que esta desperta em cada indivíduo.

Esta auto-negação foi ainda mais evidenciada pelas respostas à pergunta "O quanto este vídeo lhe excitou?", onde, de todos os participantes sentados com as calças abaixadas e a evidência diante dos próprios olhos, quase a unanimidade dos homofóbicos relataram não terem tido nenhuma reação com as imagens homoeróticas do vídeo. Por outro lado, os não-homofóbicos admitiram quase que 100% que sentiram algum tipo de excitação, mesmo não sendo sua preferência sexual, o que era confirmado com os resultados dos sensores.

No entanto, a então ilusão ou cegueira entre os homofóbicos, incapazes de admitirem a própria libido, pode trazer consequências que vão desde o suicídio a assassinatos, passando por agressões e autoflagelação, como se matando ou agredindo a si ou a outro gay, o homofóbico mataria ou negaria a própria homossexualidade. A teoria psicanalítica defende que a homofobia, o medo, a ansiedade, a raiva, desconforto ou aversão que algumas pessoas ostensivamente heterossexuais sentem por indivíduos gays é o resultado de impulsos homossexuais reprimidos, dos quais a pessoa não tem consciência ou, simplesmente, nega. Veja o artigo completo: Is Homophobia Associated With Homosexual Arousal? Por Henry E. Adams e outros - Journal of Abnormal Psychology,19963.

Assim, numa revisão publicada em 2008, Dominic Parrott, também da Universidade da Geórgia, cita as teorias psicológicas modernas para explicar a agressão contra homossexuais. Contudo, comentando o artigo acima citado, Parrott diz que enxergar a agressão homofóbica como resultado de uma homossexualidade reprimida (medo de ser gay) pode ser uma visão etiológica estreita deste fenômeno. Na opinião do revisor, esta hipótese foi largamente descartada pela pesquisa e teoria modernas, que mostrariam que a agressão antigay resultaria de um mecanismo de defesa mais amplo, que atende à necessidade do homofóbico de reduzir sua ansiedade causada por conflitos psicológicos associados à identidade de gênero e à sexualidade (o que inclui ‘o medo de ser gay’, mas não se restringe a isso). Estes conflitos psicológicos teriam a ver com insegurança quanto à adequação pessoal a demandas sociais de papéis de gênero. Ou seja, agredir gays pode ter a ver com o medo de não ser homem o suficiente para lidar com isso.

Os exemplos a seguir ilustram bem este conceito: um alto comandante do exército do Rio de Janeiro era conhecido no quartel pela feroz perseguição aos homossexuais: declarações homofóbicas; piadas de mau gosto; isolamento dos possíveis gays, entre outros desmandos homofóbicos. Até que um dia, uma conhecida revista brasileira publica o escândalo, que este militar tinha sido surpreendido pela polícia fazendo sexo com outro cara, dentro do seu carro, numa rua deserta do subúrbio do Rio. Outro caso recente é o do pastor evangélico americano Ted Haggard, conhecido pela sua cruzada contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo - ele fora acusado de fazer sexo com um michê. Para estes e muitos por aí o lema é: "faça o que eu digo, não faça o que faço" - em outras palavras, pura hipocrisia.

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Sargento Garcia (Curta-metragem, BRA 2000)


Robinho sendo agarrado por trás
Fora das espionagens, checagens especulativas e discriminatórias, o Gay Boner Test, para saber se o suposto colega hétero se excita com outro homem, se o pau dele vai ficar duro ao sarrar outro macho, está também entre nossas maneiras de diversão, especialmente entre aquelas "brincadeiras com fundinho de verdade", as investidas da mão-boba, as pegadinhas, passada de mão na bunda ou pegadas por trás, no intuito de verificar a reação do amigo, sem se comprometer de forma mais séria e, logo, sem maiores constrangimentos - qualquer coisa... É brincadeira!

Essa, digamos, sacanagem entre homens é comum na intimidade masculina, principalmente em locais como vestiários, banheiros, alojamentos exclusivos para homens, confinamentos e até nos campos de futebol ou durante a pelada. E é muito mais comum ver héteros com essas brincadeiras do que entre gays de fato.

Nesta farra em descobrir os próprios desejos eróticos, quem testa deve se valer de todas as maneiras que podem excitar um homem, como estimulando suas partes erógenas (mamilos, torso, respirando no cangote, sarrando frente à frente ou por trás, passando a mão entre as pernas, lizando a bunda do colega, sensualizando ou fazendo até um striptease. E com as possibilidades da internet, também à distância, virtualmente. A maneira mais comum do boner test é onde um fica em cima do outro deitado na cama, só de cueca, esfregando os genitais, falando sacanagem no pé do ouvido, passando a língua na orelha, no pescoço ou nos peitinhos, ou apenas provocando o outro numa performance bem erótica.

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Hilden cam shower Hot studs at the Gym - pau duro no chuveiro do vestiário (compilação)


Boner Test com Cristiano Ronaldo
E estes testes podem chegar a níveis ainda mais hardcore, na ideia de que (Pesquisa HomemRGO que todos querem é mamar!, testando se o colega vai resistir uma rôla bem grande e vistosa, passando o super dote e duro na cara do testado (geralmente, meio à força) - digamos que uma brincadeirinha ainda mais sacana ou apimentada.

O boner test, ou "teste do tesão", pode ser feito tanto entre homens supostamente heterossexuais ou com uma das partes sendo gay, vestidos, seminus ou pelados, enquanto um se encosta no outro. Nesta brincadeira, quem ficar de pau duro primeiro perde, mas pode ser uma ótima notícia para o espertinho que quis brincar só para testar e usufruir da caça. Veja abaixo um autêntico Boner Test:

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Straight Friends Boner Test - Teste do Tesão entre héteros


Em tempos de liberação sexual e, principalmente, de gênero, o boner test não deixa de ser uma boa dica para a comprovação do gaydar ou um teste a mais nas infinitas formas de investidas ou discretas cantadas gays, especialmente com relação ao fascínio que muitos carregam sobre os héteros e, por que não, curiosos por natureza. É também uma maneira, pouco convencional, convenhamos, para o que se diz heterossexual possa rever seus conceitos sobre a própria sexualidade, se são mesmo do jeito que pensa ou se há controvérsias.

Muitos homens morrem de medo, por exemplo, em fazer o exame de próstata e, de repente, ficar excitado na hora que o médico enfiar o dedo. Embora o reto seja uma região altamente erógena, independente se o dono é gay ou não, o que seria normal ficar de pau duro na hora da dedada, excitar-se só com a ideia do "exame de toque" pode ser sim um sinal de uma certa predisposição ou curiosidade com relação ao prazer anal. Ou naquele momento, onde o coração bate mais rápido, ao sentir uma coxa de macho encostando na sua, no ônibus ou em outro transporte coletivo ou lugar apertado. Porém, se permitir experimentar sensações como estas pode ser por simples impulso de curioso, não significando necessariamente nada além disso, tão pouco uma suspeita de orientação homossexual. As reações podem ser muito mais mecânicas e menos psicológicas.

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Boner During Physical Exam - Exciting Boner During Physical Exam Porn

Tasty Doctor Takes Boner

Tem também aqueles ainda mais cara de pau, que testam o tesão alheio simplesmente saindo por aí sem cueca, de propósito, ou com o volume bem chamativo, observando quem não resiste em dar uma olhada (e até uma pegadinha no pacote). Ou ainda, o que é feito nos testes de fidelidade, com a iminente "traição" fazendo de tudo para o outro ficar excitado. Em tempo, o boner test pode ser feito também sozinho, vendo vídeos pornô gay ou cenas homoafetivas, e ver para crer se aquilo lhe excita ou não.

Quem ficar de pau duro, perde?! Talvez a moral  da história não seja bem esta, principalmente se a brincadeira tiver segundas intenções. Seja gay ou não, entre os homens há infinitas possibilidades de interação sexual, não significando, porém, que a sexualidade vai ter um modelo específico para cada gênero ou vice-versa. Sem maiores ligações a estas questões, o jogo consiste simplesmente em fazer o outro ficar de pau duro, ainda que este tente não fazê-lo ou mesmo que esta não seja a sua praia.

Gifs: Buner Test com Gretchen e Jean-Claude Van Damme

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Dancinha safada - leks dançando rebolando no pau do outro

7 comentários:

  1. bah muito louco este post guri adoro seus posts sobre fetiche e parafiilias sexuais quando agente era moleque no colegial gostava de da dedada no cu de outro

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  2. tenho tesão por cavalos da cavalaria faz uma materia sobre isso
    nossa os homens da Polícia Montada Canadense eram tarados por cavalos? deu positivo?

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    1. Se levar em consideracao o teste que faziam sim mas conforme o post era furado pois levava em conta apenas a dilatação da pupila ao verem os vídeos e a pupila dilata também em situações de pouca iluminação. Gostei da idéia de falar sobre policia montada cavalaria etc já coloquei nos rascunhos Obrigado pela colaboração Bjo

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  3. Resumindo tudo isso que foi dito, pesquisado e testado com muita propriedade, a verdade é uma só: - Quem desdenha quer comprar. - Estes "héteros" que batem no peito dizendo, SOU MACHO, tem no fundo seu lado gay, bem gay, mas tem medo de admitirem para si próprio seu desejo pelo mesmo sexo. E por causa desse medo começa então a homofobia a perseguição a violência que vemos por ai, que eu acho um despropósito total. Sem generalizar, claro. Enfim cada um é cada um, como diz a letra da música do Lulu: ..... Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir......, ou então vão viver frustrados pelo resto da vida.
    Lembrando. Camisinha sempre. Abraço.

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  4. nada contra ,esse teste mais pode engana muitos jovens por que gay de verdade não precisar de um homem subir por cima dele e passa o penes no dele para ter tesão ,so nele ver um cara malhado passando de cueca ,ou pelado numa revista, ou fazendo uma dança sensual ele se excita ,se o cara que nunca fez sexo com uma menina so se masturba, qualquer coisa que fica passando por cima da cueca o pau sobe na hora ,que ver se tiver muita tesão ,e o cara que fica por cima mexe demais ,seduz demais o outro cara ,mesmo sendo hetero o pau sobe, pior eu fiquei passando as costas do pente lentamente meu pau subi-o penes e muito sensível qualquer coisa que estimula . PORISSO NÃO ACOMCENHO QUEM NUNCA FEZ SEXO COM UMA GAROTA NÃO FAÇAM ESSE TESTE ,VC PODE FICAR ENGANADO POR RESTO DA VIDA ,POR A MENTE DO JOVEM ESTA TODA ATRAPALHADA AE VC FAZ ESSE TESTE VC NÃO CONHECE A MULHER ,AE VC EXITA LOGO PERDE O TESTE ,AE SUA MENTE VAI PENSA LOGO SOU GAY ,E COMERÇA A ARUMAR UM NAMORADO AE FAZ SEXO COM ELE AE PROTO PASSA GOSTAR ,AE VC VIRA GAY

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    1. isso e pura verdade muitos vão vira gay por causa desse teste

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    2. deixem de besteira e ignorância, ninguém vai virar gay por isso. O máximo é descobrir sua sexualidade, e não existe apenas hetero e homo, entre os dois existem várias outras sexualidades. Beijos :)

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