16 de jul de 2016

Vídeo Pornô: Darkroom

No quarto escuro

Por mais estranho que pareça, mesmo entre os gays mais baladeiros, há um público conservador, avesso às 'salas escuras', ao sexo à revelia, incluindo o fato de ter ou não perfil em aplicativo de pegação, preferindo o estilo "recatado" e até "do lar", em contrapartida ao que não seria "belo" (digno) de se fazer. Preferem o sexo atrelado somente ao amor.

Por outro lado, o darkroom, nome conhecido dos ambientes pouco iluminados ou totalmente no escuro, tradicionalmente presente em boates, cinemas pornô, clubes e saunas, entre outros locais projetados para atender aquele mesmo público, porém, interessado no cruising, fazendo portanto também parte da cultura erótica gay entre homens.

Entre os vídeos pornô, um dos destaques é da produtora francesa Eric Vídeos (os caras falam em português, ainda que bem pouco, com o áudio mais do ambiente e, claro, da foda) Dosé par manches á la discotheque (Loaded by hungs at the night club / Follando por dos pollones en la discoteca), com cenas ultra quentes de pegação em público, iniciando com um rápido boquete na rua, próximo à entrada de um clube noturno. A busca por sexo (e mais boquete) continua pelas quebradas da boate, mais parecida com um cinemão e seus nichos clássicos da putaria gay, no mictório e quartinhos escuros, por exemplo. Veja o vídeo completo:

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Loaded by hungs at the night club

Com ar de amador, filmado no escuro mesmo e com atuações bem reais, para quem curte uma boa pegação, de repente transar com qualquer um, o darkroom sempre apresenta a figura dos 'acumuladores de rôla', aqueles que passam horas no local, indo e vindo entre um e outro, em grupo, gangbang, escondido ou em público, dispostos, desesperados ou embriagados pelo tesão, só pensando em sacanagem, na caça, num tour erótico (cruising / cruzeiro) sem fim.

Por outro lado, o darkroom, bem como qualquer outro tipo de pegação (banheirão, parques, saunas, clubes, cinema pornô, etc.), também pode ser sinônimo de "queimação" do que seria uma boa imagem gay. Certamente para aqueles que saem do armário, mas o armário (ou o conservadorismo, que inclui a heterossexualidade recatada imposta) não consegue sair deles. Buscam repetir o mesmo padrão hétero, "namoro sério", casamento monogâmico (??), filhos, herdeiros, como se fizessem uma tradução ou adaptação de como deveria ser para os casais gays, findando em entortadas de nariz e muito "carão" para o que julgam vulgar ou impróprio, mesmo tendo sua (antiliberal) homossexualidade já nadando contra a maré tradicional.




Contudo, a regra sempre será ditada por cada um, especialmente no anonimato, entre quatro paredes, ainda que com mais gente participando, além do casal. Locais como puteiros e inferninhos sempre tiveram total isenção em relação à moral - 'coisas' acontecem nos botecos, na badalada, nas festinhas, nas quebradas, comendo quieto e discreto, mas totalmente fora da casinha do que fazemos às claras.

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Darkroom cruising bb


Darkroom, backroom ou blackroom, além da tradução imediata "sala escura" (também utilizada pelos fotógrafos, na revelação e ampliação de fotos) é sinônimo desta faceta erótica ou sexual entre os participantes, quase anônima por causa da escuridão e, por isso mesmo, pode ajudar a desinibir as pessoas que ali estão, claramente para experiências sexuais com desconhecidos. Uma fantasia ou fetiche que começou aparecer nos EUA, nos anos 70, em boates gays e casas de swing - o termo 'casa' era literal, com os primeiros guetos funcionando em casas residenciais e seus cômodos e porões meio escuros, propícios para a pegação.

Provavelmente inspirado no banheirão, era e ainda é comum ver cantos escuros nos estabelecimentos gays, nos clubes underground voltados para o público masculino, geralmente mais disposto ao sexo casual do que as mulheres ou as lésbicas. Mas hoje também há darkrooms em estabelecimentos héteros, incluindo a presença de glory hole, cadeiras e esteiras eróticas, entre outras criações dos pubs gays hardcore.

Apesar de escuro, o que nem sempre o está, pois sempre há um espertinho tentando quebrar a regra do 'encontro às escuras' usando celulares, isqueiros ou qualquer coisa que ilumine, não se pode considerar um lugar com total privacidade, nem mesmo o anonimato. Mas para quem não liga para isso ou curte arriscar, a ideia de várias pessoas juntas, se esfregando, se tocando (se pegando, logo, pegação), sem muita ou nenhuma conversa, cerimônia (e, de preferência, sem forçar a barra, pois ninguém é obrigado a nada), pode ser fascinante - ao encontro de outro (s) com as mesmas intenções sacanas, só resta saber quem tomará a iniciativa. Sem falar que é também uma boa oportunidade para o voyeur, quando este encontra exibicionistas, curiosos por novas experiências.


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