19 de mar. de 2019

O Beijo Grego

Anilíngua

Ou no popular, "cunete", anilíngua ou anilingus significa literalmente o contato entre língua e ânus. Na prática, consiste em lamber e beijar o ânus, pelo prazer em si ou como preliminar para o sexo anal, geralmente com o propósito de relaxar o esfíncter e propiciar uma melhor abertura do ânus. Local provido de inúmeras terminações nervosas, constituindo uma zona erógena bastante sensível a qualquer estímulo.

O termo foi criado pelo sexologista Richard von Krafft-Ebing, em seu livro Psychopathia Sexualis (1886). Uma referência à cultura greco-romana, onde sexo era sinônimo de virtude e algo divino, como se, comparando aos dias de hoje, fosse parecido quando rezamos.

Os gregos e romanos, ou outra civilização clássica, não enxergava as práticas sexuais, por si, vergonhosas, muito menos pecado. Eram manifestações dos seus mitos e deuses, bem semelhantes aos homens de carne e osso em suas paixões - Hera (deusa que protegia casamento), Afrodite (deusa do amor e da beleza), Héstia (deusa do coração e da chama sagrada), Dionisio (ou Baco, deus do vinho, cujo culto era bacanais), citando apenas a mitologia grega.

O herói grego Milon de Crotone (1671-1682), obra de Pierre Puget - "Beijo Grego".


Beijo Grego envolve uma variedade de técnicas para estimular o ânus, incluindo beijos, lambidas, e deslizes da língua para cima e para baixo, bem como ao redor, pela proximidade com os órgãos genitais, podendo ter auxílio dos dedos e das mãos, numa massagem erótica chamada, em inglês de rimming.

Por ser a raiz do pênis ou próximo à vagina, a estimulação anal com a boca e língua também melhora o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a ereção masculina ou excitação genital feminina.


Saúde

Porém, existem muitos problemas de saúde que podem resultar da prática, se as bactérias, vírus ou parasitas que os causam estão ligados ou no ânus ou no reto. Incluem hepatite A, hepatite B, hepatite C, infecções intestinais, gastroenterite, poliomielite, papilomavírus (HPV), gonorreia, Herpes simplex vírus, conjuntivite, e outras doenças sexualmente transmissíveis - DST.

Também a introdução do pênis na boca, imediatamente após ter contato com o ânus, pode inadvertidamente introduzir a bactéria Escherichia coli ("E. coli") na uretra, ocasionando uma infecção urinária.


Cultura

É totalmente normal o homem, gay ou não, bem como as mulheres, sentir prazer na região anal, sendo este um ponto extremamente erógeno, conforme já dito. Seja o prazer tátil em toda região das nádegas ou, mais especificamente, a estimulação do reto ou da próstata, introduzindo os dedos, por exemplo.

Para muitos, bem mais erótico que a própria figura fálica, especialmente por conta de todo o tabu em torno do ânus, fazendo desta região do corpo a sua parte mais íntima.

Em uma enquete do Uol, onde se perguntava para os homens "Você acha que um homem heterossexual pode ter prazer na região anal?", 67,92% disseram "Sim. Essa parte do corpo causa sensações prazerosas, independente do sexo ou orientação sexual" e apenas 12,27% se mostrando arredios à ideia, dizendo "Não sei se é possível, mas não gostaria de ter essa experiência".

Enfim, o prazer anal pode estar associado desde as motivações mais instintivas, carnais ou físicas, até as fantasias fetiches, certamente genuínos da relação de poder entre os homens. Assim, o fato do homem sentir prazer com essas carícias não tem nenhuma relação com sua condição sexual. Não significa que estes homens são gays.

Ou seja, o prazer anal independe da sexualidade ou do gênero de quem o experimenta ou pratica. Inclusive mulheres, que podem achar o ato ofensivo ou repugnante, também por nossa cultura, o Beijo Grego pode ser feito inclusive com diversos acessórios de sex shop, como os géis comestíveisbeijáveisfuncionais, com aromas e sabores que podem surpreender os adeptos do sexo com a boca.

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