8 de jun de 2015

Spandex, Skinny... e a moda da calça apertada

Antenado ou piriguete?

Podemos resumir a moda brasilis no mundialmente famoso e minúsculo biquíni brasileiro ou nas roupas curtas e coladas no corpo, sempre mostrando a pele como única protagonista da sensualidade, aqui, erotismo mesmo ou até pornografia. Uma ostentação da própria forma física, geralmente exposta ao calor e ao clima tropical, e, no sentido de que "o que é bonito é pra se mostrar", ainda que por detrás dos panos - uma roupa recheada, principalmente, de carne, além de osso!

Na ideia da segunda pele ou silhueta marcada, as mulheres e suas inseparáveis legging não são o único gênero interessado na lycra, que, por sua vez, é um tipo de malha capaz de mostrar todos os nossos contornos, em detalhes - a bunda e o "capô de fusca" ou, no masculino, o volume no meio das pernas. Ou ainda, sair por aí vestido, porém, com tudo à mostra.

Dentro das tendências de moda, o unissex está vindo forte. Diferente da androgenia da virada dos anos 2.000, a proposta agora são de roupas que podem ser usadas tanto por mulheres quanto por homens, como as batas, camisões, vestes e túnicas, e... as calças super apertadas - um uso indiscriminado das roupas, estampas e cores, sem nenhuma menção ao que chamamos de "roupa pra meninas" ou "para meninos". Uma abertura entre os gêneros de moda ou a fusão deles em peças e estilos para todos os sexos.


Moda Masculina (?!)

No desfile da Colcci no SPFW 2015, com a coleção Flower Punk, o estilo punk veio com uma pegada romântica, cheio de estampas que se divertiam entre si, principalmente para os homens que, desfilaram com calças de alfaiataria bem justas e com modelagem que lembravam sobreposições com saias ou vestidos - algo entre o vestuário masculino e o feminino. Estampas florais e super coloridas para calças masculinas, em modelos clássicos ou modernos. Até as tradicionais Havaianas ganharam uma nova coleção de tênis e sapatilhas que, assim como as sandálias, podem ser usados por ambos os sexos.

Para a roupa colada no corpo, depois do estilo (e ideal) piriguete ganhar o mundo, terá sempre aquele dizendo: "isso lá é corpo pra se mostrar?!" - na ideia de que só quem tem corpão poderia se vestir com determinada roupa, principalmente as mais indecentes. Embora seja uma prática de tempos, porém, quase de exclusividade feminina, opções e incentivos também não faltam para a clientela formada por homens, que já desfilam pelas ruas com roupas cada vez mais despojadas do tradicional traje masculino ou "roupa de homem", seja com intenções fashionista ou erótica, para seduzir e, ou para ficar bonito, para o conforto do dia a dia, para o treino ou pra ser diferente.




Russell Brand, Lenny Kravitz e Justin Bieber vestindo Meggings

Kanye West com Skirt e Megging




Modelos vestindo calça skinny, mais apertadas nas pernas.

A banda Asking Alexandria com calça skinny rasgada.

A Banda Confide e suas calças skinny quase megging de tão apertadas.

Spandex megging por baixo do calção

Cueca macaquinho luta livre

Short e colete em spandex

Lingerie body masculino

Alexandre Herschovith disse na mesma SPFW que "o Brasil tem vocação para a moda piriguete", referindo-se a nossa expertise em lidar com o corpo durante um ano todo mais quente. Assim, há uma natural predileção por mostrar (ou não) o corpo, usar roupas curtas, transparentes e... atochadas! O termo piriguete ou periguete foi pejorativamente criado para a "mulher fácil", que não busca outra coisa senão diversão e prazer erótico. Como se estivessem "a perigo", não perdem tempo com a falsa moral e vão com tudo para a pegação, fazendo do próprio corpo o seu principal ou único atrativo. Por outro lado, numa visão não menos machista, vemos o homem como aquele que sempre estaria nesta condição de "a perigo", naturalmente, sendo uma redundância dizer, por exemplo, homem piriguete.

Mas isso parece mudar, desde o surgimento, no final dos anos 90, do tal metrossexual - quando vimos e compreendemos que existem muitos homens tanto quanto ou ainda mais aficionados com moda e beleza do que mulheres. Para outros, homem de roupa apertada é sinônimo de viadagem - "roupa de gay". Mas, conforme a lenda de que quem lança tendência de moda, inclusive masculina, são os próprios gays, já vimos muita coisa que antes só eram usadas por mulheres ou bibas e, depois, caíram no gosto da galera. Por exemplo, após os anos 50, os homens passaram a aceitar usar camisa ou calça de tecido rosa, que era a cor quase exclusiva das meninas. Mais tarde, veio o baby look, os chinelinhos transados, os brincos nas duas orelhas, fazer as unhas, as sobrancelhas, depilação... E, hoje, munidos de tudo isso, os homens (gays e héteros) redescobrem as roupas apertadas, a lycra, indo muito além das cuecas, mais para auto-promoção, apelando para o "hoje eu tô facinho".


Jeans atochado e o volume na calça

A tradicional calça jeans, há muito tempo, não é só reta, com uma infinidade de padronagens disponíveis nas lojas. Na verdade, o difícil hoje é achar uma boa e clássica calça reta! As calças atuais são definitivamente mais ajustadas no corpo, com algumas mais apertadas nas pernas, outras nos tornozelos, e aquelas que ficamos procurando a etiqueta "Tamanho PP" ou "12 anos"

Se "calça fashion de mais não é roupa de homem", as coisas não parecem ser bem assim quando pensarmos nas duplas sertanejas, na moda de rodeio, com suas calças patolando a mala e apresentando no meio das pernas o dito pacotão - só não vale o truque da meia, pois seria propaganda enganosa. Ou dos leks do funk ao punk que, mesmo magrelos, também curtem usar calças bem justas, umas até como se fossem feitas costuradas no próprio corpo (pra tirar, só rasgando!). Além da protuberância entre as pernas, fazendo todos ao redor ficarem imaginando a forma e o tamanho daquele desconsertante volume, há quem diga que não existe nada mais excitante do que uma bunda de homem enfiada numa calça arrochada.


Gusttavo Lima






O comediante e apresentador de TV Conan O'Brien








Para os adeptos da roupa apertada, vale qualquer tipo de calça, seja jeans, brim, tergal, viscose, veludo, microfibra, poliéster, tactel, nylon, couro... Desde que o pacote fique bem acomodado (ou apertando mesmo), além do traseiro bem marcado, como se nem precisasse de se despir para conhecer toda aquela anatomia camuflada

E outra coisa parece certa: já deve ter gente por aí pedindo para os maridos ou namorados trocarem de roupa na hora de sair, como fazem muitos homens, pedindo a suas mulheres para colocarem uma saia menos indecente, menos justa, curta ou transparente, cobrir o decote e as pernas...  Já que a gola V  e os shortinhos masculinos também estão por aí.


Publicidade de underwear (1910), antes da invenção da Lycra
Megging ceroula

elastano está presente em praticamente todo tipo de roupa, inclusive no jeans, dando o ar da graça nas calças skinny e slim. Por ser um tecido elástico, possibilita maior desempenho para os movimento dos atletas, dos bailarinos, trazendo maior conforto ao vestuário, muito além das peças íntimas.

Apelidada de megging (male legging), a versão masculina da legging segue o padrão original das cuecas do tipo ceroula ou da meia-calça feminina.

A ceroula era uma calça usada como cueca (roupa de baixo), mais justa, feita primeiramente de algodão, seda ou flanela, antes da descoberta do elastano. Atualmente, a cueca ceroula é mais usada em lugares frios, especialmente para dormir ou vestir por debaixo da calça social ou jeans. O padrão foi reinventado em diversos tipos de calças, como em saruel mais ajustada nas pernas, também nas calças-pijama, feitas de moletom, que voltou a ser considerado um elemento fashion, além da versão tradicional para cuecas deste tipo, de  malha e geralmente branca, ganharem cores e padronagens diferenciadas.





A revolução da malha

O elastano, mais conhecido pelo nome da marca Lycra, é uma fibra sintética, um poliéster (poliuretano copolímero), de muita elasticidade. É mais forte e mais durável do que a borracha natural e foi inventado em 1958, pelo químico Joseph Shivers, no DuPont 's Benger Laboratory (Virginia, EUA). Cinco anos depois, o elastano entrou definitivamente no mundo e na vida das pessoas, sendo a lycra introduzida em 1962, revolucionando o mercado de moda e toda uma cultura de comportamento.

As malhas elásticas são utilizadas em todo tipo de roupa, acessórios e até calçados, principalmente em roupas esportivas, com seu auge nos tempos da ginástica aeróbica e seus espetaculares campeonatos nos anos 90. Bermuda spandex de ciclista, de remo, de atletismo, da natação, cintos, tiras de painéis cenográficos, luvas, camisaria, perneiras, meias e colantes (body), calça de esqui, cuecas, lingerie, sungas, maiôs e biquínis, vestidos coladinhos (tubinhos) e minissaias, shortinhos, macaquinho de luta livre, e o atual  jeans skinny.

O nome Spandex é um anagrama da palavra "expande", de expandir. Na Europa, as variantes do "elastano": em francês, elasthanneelastan (alemão), elastano (espanhol), elastam (italiano) e elasthaan (holandês). No Reino Unido, Irlanda, Portugal, aqui no Brasil, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Israel, é conhecido como Lycra, mesmo não sendo a única marca de spandex: DuPont, Elaspan (Invista), Acepora (Taekwang), Creora (Hyosung), INVIYA (Indorama Corporation), Roica e Dorlastan (Asahi Kasei), Linel (Fillattice) e ESPA (Toyobo).












Playlist: Men in Spandex


O Spandex no esporte e o homem elástico

Da roupa íntima para o esporte, o spandex é a malha mais utilizada por atletas das mais variadas modalidades, especialmente no ciclismo, no triatlon, na natação, nas lutas e até nas touradas. Na luta livre, por exemplo, os macaquinhos ajustados no corpo proporcionam total liberdade aos movimentos, com modelagens que vão do padrão original, uma bermuda com camiseta em uma peça única, até as versões mais fetichistas, como a bem humorada tanga que ficou conhecida como collant ou maiô Borat:


Borat (Sacha Baron Cohen)

A elasticidade do material spandex está naturalmente presente nos uniformes olímpicos, no sportweare em geral, justamente por permitir ao atleta, bailarino ou acrobata qualquer movimento, contribuindo na aerodinâmica e, aliada ao algodão ou outros tecidos sintéticos ou tecnológicos, na absorção de suor, além da secagem rápida. Por outro lado, as malhas usadas na luta livre / greco-romana (wrestling), no UFC, no triathlon, lembram muito a antecessora da sunga - aquele antigo maiô masculino, no velho estilo vintage, onde bermuda e camiseta formam um macaquinho colante.

O spandex esportivo, muito usado inclusive pelos velocistas, tem a malha tão leve que funciona como se o atleta estivesse pelado, sem nada para atrapalhar sua performance. Assim, temos também os ginastas, lutadores de esgrima, os arremessadores de peso, os "dançarinos" de aeróbica, de axé, e, claro, os bailarinos, do clássico ao contemporâneo. Mas estas roupas elásticas e coladas no corpo também podem ser vistas além das academias de ginástica, de musculação e ginásios. Cada vez mais, percebemos nas ruas esta tendência, seja pelo lado esportivo, funcional ou sensual.

Runners Big Bouncing Bulge








































Catsuit Costume

A meggin dos jogadores de basebol ou futebol americano, os macacões colantes dos super-heróis, fazem parte também do universo adulto do BDSM (principalmente, Bondage), ganhando espaço nas ruas com os cosplayers e adeptos do Catsuit ou Spandex Suit.

A forma mais radical desta fantasia, digamos, de Mulher Gato é quando a roupa cobre todo o corpo, incluindo o rosto, retirando qualquer contato carnal com o ambiente externo. Assim, o catsuit se torna também um bom disfarce para o foliões que querem manter o anonimato no meio da confusão. Alguns até já experimentaram a excitante sensação de sair só com o body macacão, sem usar nada por baixo. Como se fosse uma segunda pele ou 'como se estivesse pelado', numa exposição velada do corpo. O famoso 'mostra-não-mostra', ou "tenho mas não dou", exibindo-se quase sem roupa em público, porém vestido e, como num efeito de touca-ninja, sem ser identificado.


Dancer hardon in spandex (grabbing)









John, Tom, Berlim e outras lendas da calça apertada

calça justa não é novidade na história da moda. Nos anos 60 e 70, por exemplo, o padrão de calça masculina era bem apertada na cintura e no gavião. Foi o que o galã John Travolta eternizou nos cinemas, nos filmes Grease (1978), retratando os anos 60 e Os Embalos de Sábado À Noite, de 1977.

E voltando ainda mais no túnel do tempo, os homens usavam calças coladas, muito semelhante a ceroulas, entre os séculos 12 e 15, com seus calções de "três mosqueteiros", especialmente no período medieval. Além das botas de montaria de cano alto ou sapatos pontudos, uma veste do tipo paletó, poncho, gibão ou beca, e pronto: lá estava o pacote bem delineado pelas calças de algodão, de lã ou de veludo, bem como, séculos depois, no período imperial.

Moda medieval

Pintura medieval e as calças apertadas de lã
As calças do período vitoriano.
Charles Quint (1532) por Jacob Seisenegger
Calças de montaria no filme Cinderela (2015)
Na cultura gay, os maiores neste tema são o ilustrador Tom of Finland e o modelo Peter Berlin, ambos reafirmando o fascínio pela silhueta masculina, erotizando com calças super justas, e colocando em evidência as partes íntimas. Mestres do exagero, Berlim foi um dos modelos de Tom, mas parecia que era uma de suas criações saindo do papel e ganhando vida, tamanha era a sintonia entre as suas obras.

Para estes artistas, o pormenor mais evidente parecia ser justamente o volume no meio das pernas, com ilustrações de pênis gigantescos, desproporcionais, porém, nitidamente impecáveis na representação, confortavelmente em calças hiper apertadas.

Desenho de Tom of Finland

Desenho de Tom of Finland - Peter Berlim

Peter Berlim


Lycra, vinil, látex, couro e outras taras

Algumas peças de roupa se mantêm quase da forma tradicional até hoje, como as malhas do balé, dos lutadores greco-romanos, as calças dos toureiros, dos esgrimistas, criando o fascínio por aquelas roupas que, ao invés de vestir, parecem auxiliar na taradisse em despir o outro com os olhos.

Na sedução, tem os que gostam de evidenciar os músculos, o peitoral, os bração, o pernão... Daí o apelido para a camiseta colada: "papai tô forte" e todo fetiche que há por trás de uma boa roupa apertada.

Além do visual atrativo, sexy, as fantasias eróticas no spandex ou látex aguçam o prazer tátil, em poder passar a mão por cima da roupa e seus relevos. A ponta dos dedos é uma importante zona erógena, com aqueles que dispensam até maiores contatos, satisfazendo-se apenas tocando uma pele sintética, seja em um sarro ou num oral por cima da roupa.

Em outras práticas mais específicas de Leather, o couro, o plástico, a borracha (rubber) ou látex  podem ser usados também na bondage (preso, amarrado, imobilizado, atado) e até na asfixia erótica, seja usando máscaras ou com a própria roupa lacrada dos pés à cabeça. Em contraponto com uma das obras mais famosas de Robert Mapplethorpe, onde um  Homem em Terno de Poliéster aparece com o pênis de fora da braguilha, o fotógrafo Mustafa Sabbagh faz uma releitura desta obra, com o modelo, também de terno, mas com luvas de látex e com o pênis coberto com preservativo - numa postura bem intrigante e bastante alusiva ao comportamento contemporâneo, cheio de zelos, fantasias e anonimato.

Mustafa Sabbagh (da série Black)

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Se ver alguém com roupa coladinha excita os homens, outros passam a fazer questão de seduzir vestindo justamente estas malhas apertadas, além das intenções ao conforto ou à praticidade. Especialmente, se na linha piriguete, esta segunda pele estiver favorecendo os próprios músculos e contornos, o peitoral, as pernas, o volume da mala e até se libertando do tabu de que homem não pode sair por aí com roupa colada, indecente, muito menos exibindo a bunda (como se isto por si questionasse a sua sexualidade ou gênero). É como dizer mais uma vez um viva à diversidade, desta vez evidente também na moda de vestuário.


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Biel Capllonch












































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