10 de jun de 2016

Dia dos Namorados... entre homens e mercados!

2016 Gay Valentine's Day

Na era da pegação virtual, na dúvida entre namoro ou amizade, no romantismo em manter um relacionamento estável ou compromisso social, amantes (e casados) celebram o amor no Dia dos Namorados, 12 de junho. Entre homens, a paquera gay, ainda em forma de resistência, mostra-se a cada dia mais presente, com atenção inclusive do mercado, atento progressivamente à diversidade e ao potencial do atual público.


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Dia dos Namorados #Gays Uma grande surpresa


O amor é a expressão da alma!

Será que as pessoas não percebem que o amor é uma expressão da alma e pode naturalmente acontecer entre duas pessoas que têm os corpos iguais ou semelhantes? Será que o mundo não percebe o quanto é verdadeiro o sentimento que nos une e que, por isso, não deveríamos ser discriminados ou mesmo socialmente censurados apenas por manifestá-lo abertamente? 

Meu querido, na verdade esta minha reflexão é apenas mais um argumento para exprimir toda a paixão e todo o tesão que sinto por ti. Tenho a certeza de que continuaremos sempre juntos, apesar de todas essas dificuldades. Eu te amo!


No mundo, desde o início do século 21, o "casamento gay" é permitido em 24 países, com pessoas do mesmo sexo podendo se casar em todo o território nacional: Holanda (2001), Bélgica (2003), Canadá e Espanha (2005), África do Sul (2006), Noruega e Suécia (2009), Argentina, Islândia e Portugal (2010), Dinamarca (2012), Brasil, França, Nova Zelândia e Uruguai (2013), Escócia, Inglaterra, Luxemburgo e País de Gales (2014), Irlanda, Finlândia e EUA (2015), Colômbia e Itália (2016). Ao mesmo tempo (ou por conta disso), as novas formas de comunicação social, a internet, proporcionaram o que antes só era possível numa parada gay, por exemplo, onde o tal orgulho ou a noção de que não se está sozinho na causa passa então a modificar posicionamentos e o comportamento das pessoas na sociedade.

O Censo 2010 contabilizou 60 mil casais homossexuais no Brasil. Em 2014, ano seguinte da permissão da união civil entre casais do mesmo sexo no Brasil, ouve um aumento de 31,2% de casamentos gays. Entre homens ou mulheres, a proporção é a mesma, sendo a metade  destes casamentos celebrando a união matrimonial entre dois homens. O IBGE mostrou no ano passado que se realizava 19 casamentos gays por dia no país, somando quase 5 mil em um ano.


Recentemente, o dicionário Houaiss divulgou a nova definição da palavra família: “núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si relação solidária”. É mais uma prova de que os vínculos familiares não se limitam ao tradicional arranjo formado por pai, mãe e filho. O próprio censo citado apresentou uma mudança estrutural no Brasil, com 19 diferentes expressões de famílias: mães ou pais morando sozinhos com seus filhos, divorciados que se unem em um novo relacionamento e levam os filhos dos casamentos anteriores, padrastos ou madrastas responsáveis pelos enteados, e casais homoafetivos, entre os exemplos.

Fato é que, hoje, dificilmente alguém pode afirmar que não tem homossexual na família, muito menos que não conhece nenhum gay, mesmo que estes ainda não têm as mesmas tratativas sociais, se compararmos a um casal hétero. Há muita gente que ainda acha um insulto ou desrespeito deparar com uma simples cena de afeto (um abraço, um cheiro, um beijo...) entre dois namorados, caso estes sejam dois homens ou duas mulheres.

Em tempo, namorados gays relatam suas experiências, íntimas ou com relação ao que fazem em público, em um game do canal Põe na Roda - veja o vídeo:

GAYME: Namorados gays e Namoradas lésbicas [ PARTE 1 ] - Põe na Roda


Mercado e polêmicas

Recentemente, uma cantora gospel causou geral ao criticar duramente a campanha deste ano do Dia dos Namorados da C&A, que revelava casais (supostamente) heterossexuais entrando em certos lugares e saindo com as roupas do sexo oposto, (supostamente) com os gêneros trocados - o slogan era Misture, ouse e experimente a moda da forma que quiser. Mas a tendência unissex da última moda, especialmente relacionada à liberdade no uso das roupas (logo, comportamento), não pareceu nada normal para a evangélica. Em sua rede social ela se dizia "chocada" com o comercial e se recusava a aceitar tal "ideologia de gênero", sugerindo até boicote às lojas na postagem.

C&A Dia dos Namorados

E o "vomitaço" foi imediato, com mais de 400 mil comentários, 146 mil Grr (odiando) e milhares de compartilhamentos, a maioria indignada com ideias tão retrógradas. O que seria uma piada, se não fosse trágico, haja vista que a cantora abriu seu texto assim: "Hoje decidi manifestar minha #Santaindignação..." - como se não o fizesse sempre na função de líder carismática e evangélica. A sugestão de boicote veio ainda acompanhada de propaganda (enganosa) sobre uma ação supostamente bem sucedida no exterior: "Nos EUA a loja Target já teve prejuízo porque mais de 1 milhão de pessoas pararam de comprar (inclusive eu) desde que determinou que os banheiros feminino e masculino podem ser usados por quaisquer pessoas que se sintam homem ou mulher". Na verdade, a tentativa de sabotagem à loja gringa em 2015 foi um fracasso total, não conseguindo nem transpor a comunidade evangélica e tendo, por outro lado (o tiro pela culatra), uma resposta bem mais positiva, com mais de 400 outras empresas americanas apoiando a igualdade de direitos. Portanto, além de ultra conservadora e sem noção do ridículo que protagonizou, a cantora ("cristã") mentiu! E os gays puderam comemorar mais uma vitória.

Aqui no Brasil não foi diferente. A polêmica atraiu gente de todas as áreas (que é justamente o público da marca), somando mais 1 milhão de visualizações do comercial na internet, 13 mil curtidas e 2,5 mil comentários, em menos de 10 dias. Afinal, enquanto no Brasil ainda debatemos sobre ser "de Deus" ou não ser gay, em alguns lugares do planeta, como nos EUA, a questão já passou para o uso dos banheiros por transexuais, com um consenso se mostrando interessado em eliminar as barreiras masculino / feminino, com banheiros unissex - o então 'novo padrão' ressaltado no comercial da C&A.

Dia dos Namorados O Boticário (2015)

No ano passado, também no Dia dos Namorados, outra sugestão de boicote evangélico, desta vez de um pastor (bilionário) contra a campanha da marca O Boticário, também teve efeito contrário, garantindo 3% de aumento nas vendas, no período em que todo mercado registrava queda de 5%. De acordo com o sindicato do comércio varejista, na época, as causas do aumento das vendas da loja de perfumes e cosméticos podem sim ter sido a campanha que incluía, entre os diversos casais do comercial, casais gays. Hoje, o vídeo da campanha já soma mais de 3,6 milhões de visualizações.

Linha MEN do Boticário: Para o você que existe no ogro.

Em resposta à grande polêmica em 2015, este ano O Boticário lançou em maio a Linha MEN: Para o você que existe no ogro, uma provocação a tal "ideologia de gênero" que já rendeu mais de 1,5 milhão de visualizações. E, só para ressaltar o poder de um bom marketing, até memes foram criados em cima desta polêmica toda - veja abaixo o vídeo sobre "o perfume gay da Boticário":

Perfume gay da Boticário está trazendo uma sensação diferente!!!

Entre uma tentativa ou outra de manutenção do conservadorismo, fica no ar uma pergunta: E se os militantes gays decidissem fazer boicote das marcas e estabelecimentos que são desrespeitosos com a comunidade gay ou que não a representa? Ou imagine se as mulheres boicotassem marcas que possuem campanhas sexistas, machistas, ou negros deixando de consumir cartões de crédito ou sucrilhos, por não se verem retratados nos comerciais?

Em 2013, com a crescente maré de homofobia patrocinada pelo governo russo, vários líderes LGBT propuseram um boicote à vodca, bebida típica de lá. O resultado só não foi mais favorável pois um dos ativistas lembrou que a vodca não era produzida na Rússia e sim na Letônia, país vizinho, ainda que seu principal ingrediente, o álcool, continue vindo da Rússia (as garrafas vêm da Polônia e da Estônia, as tampas da Itália). Mesmo com o recuo para não prejudicar alvo errado, o ato chamou a atenção dos empresários do mundo todo, demonstrando o atual empoderamento gay frente ao mercado, bem como sugeriu mudanças urgentes nos tradicionais valores e missões institucionais dos grupos empresariais.

Beijo Gay no comercial da Sansung Jogos Olímpicos Rio 2016

Neste novo padrão de público, grandes marcas apostam mais em não discriminar nenhum tipo de cliente, seja qual for a data comercial e inclusive no Dia dos Namorados. Assim, um rápido beijo gay aparece no comercial da Sansung para as Olimpíadas do Rio 2016. Dentro da proposta dos jogos mundiais e toda a diversidade que o encontro internacional propõe, a campanha Brasil Desafie Barreiras mostra uma série de inclusões sociais que dependem apenas da quebra de paradigmas ou preconceitos para se consolidarem.

No mês passado, em maio deste ano, uma nova propaganda da Johnson's Baby, intitulada For Every Little Wonder ("Para cada pequena maravilha"), mostrava como crianças mudam a vida de seus pais. Na peça publicitária, uma criança, falando em nome de todos os filhos ao redor do mundo, começa dizendo: "Eu mudarei você, pai". No decorrer do comercial a criança diz: "Às vezes farei você sentir que tem superpoderes", no momento em que um pai contempla o desenho de seu filho na porta da geladeira, que retratou o pai como um super-herói. Em outro trecho, quando um pai aflito está com um bebê no colo em um hospital, chorando na hora de tomar uma vacina, o bebê "diz": "Às vezes, farei você se sentir a pessoa mais fraca do mundo".  Então, num determinado momento, aparece um casal gay, dois pais e um bebê, com a narração: “Eu vou fazer você trabalhar mais concentrado para chegar mais cedo em casa”.

Discovering the Joy of Fatherhood’s #LittleWonders | JOHNSON’S® Commercial 2016

No Twitter, em resposta a um internauta que se atentou ao fato da empresa retratar um casal gay em um comercial sobre pais, a Johnson's respondeu: "Nós entendemos que toda família é única e é importante nos conectarmos com todos os tipos de família. Tenha um grande dia!".

E é o amor que une também as campanhas relacionadas à diversidade de sexo, de gênero e de culturas, como no comercial gringo Mc Donald's - uma DR emocionante e silenciosa entre pai e o filho assumindo-se gay. Veja o vídeo:

McDonald's Taiwan McCafé Gay Coming Out Commercial: Acceptance

A quebra de esteriótipos chega também até as campanhas de produtos de limpeza ou qualquer outro supostamente consumido apenas por mulheres. Ainda que o quantitativo de público feminino seja superior em alguns setores, especialmente o doméstico, algumas marcas apostam não só na parcela gay, entre seus consumidores e clientes, mas também do público masculino, inclusive os solteiros, que também se viram em áreas consideradas femininas, como cuidar da casa e dos filhos, por exemplo.

Comercial espanhol de produto de limpeza

Your Father (30s) | Campbell’s #RealRealLife

Quebrando ainda mais o protocolo hétero de ser, pela primeira vez na história, os EUA escolheram drag queens para estrelarem uma campanha governamental. Participantes do RuPaul’s Drag Race, Manila Luzon, Tammie Brown, Trixie Mattel e Shangela Laquifa Wadley foram as escolhidas. No vídeo, as queens tentam convencer a comunidade LGBT a largar o cigarro, e mostra de forma criativa os maus causados por conta da substância.



Estampando Nosso Amor

Uma rede de supermercados do interior do Rio Grande do Sul vem chamando atenção no seu concurso para o Dia dos Namorados deste ano. Os casais de cada uma das cidades em que a rede Cotrijui tem lojas tinham que enviar uma foto, que seria publicada depois no Facebook. Os casais com o maior número de curtidas seriam premiados com um jantar romântico. Seria mais uma ação de marketing corriqueira, se os organizadores do evento não fossem surpreendidos pela popularidade de um casal gay entre os concorrentes. 

Os namorados Marlon Soares e Maykon dos Santos (foto) enviaram a foto ao supermercado no dia 23 de maio e, em cerca de 24 horas, já tinham mais de 8 mil curtidas. O casal que estava na segunda colocação (e heterossexual) tinha menos de 700 curtidas. No total, cerca de 70 casais disputaram o concurso. Apesar da surpresa, a rede de supermercados apoiou a iniciativa. "Não estávamos esperando a participação de casais homoafetivos, mas vemos de forma muito positiva a reação das pessoas a estes dois namorados. A ação está cumprindo seu papel de valorizar o amor", afirma o coordenador de marketing do supermercado Luiz Carvalho.

Além dos milhares de votos, o casal (gay) vencedor tem recebido muitas palavras de incentivo e desejos de felicidades nas redes sociais. "Tô torcendo demais. O que importa é o amor de vocês, amor que falta nessa sociedade", afirmou o apoiador Alexandre Clerici. O casal ganhou, além do jantar, o direito de estampar com sua foto o encarte de ofertas do supermercado que será distribuído no Dia dos Namorados.

E, após o sucesso do casal de Ijuí, outros casais gays também criaram coragem para participar do concurso, que teve início do dia 13 de maio até o dia 26. Marlon e Maykon venceram não apenas na sua cidade mas tiveram mais de 10 mil curtidas na foto. Destaque também para os vencedores da cidade de Augusto Pestana, Fernando Orzechoski e Rodrigo Carvalho (foto). Entre os casais que disputaram a promoção, três eram casal gay, sendo dois deles vencedores em suas cidades.


Na onda dos blogs de fotos com histórias de pessoas não famosas, o fotógrafo Ricardo Puppe e o jornalista Theo Borges, criaram a campanha #NossoAmorExiste, com relatos de casais LGBT ilustrados por fotos. Eles (que estão noivos) abordam temas como aceitação, superação, dificuldades, e claro, belas histórias de amor. O projeto vai virar um documentário, a ser lançado neste domingo, dia 12 de junho, Dia dos Namorados..

“As personagens precisam ser vistas, o amor e os relacionamento LGBT não podem mais serem delegados ao gueto, está mais do que na hora de haver a consciência de que nós [LGBT] saímos do armário”, afirma Theo. Sobre o famoso  “mas precisa demonstrar afeto em público?”, a campanha propõe o empoderamento das pessoas LGBT em busca do reconhecimento, respeito, e acima de tudo, sobre a importância de ocupar os lugares e serem vistos. “Quando se é negro e gay, não é tão fácil acharmos espaços e local de fala. A representatividade hoje nos faz (re)existir e faz com que as pessoas compreendam que estamos aqui e queremos falar e ser ouvidos. Que existem outros de nós, e que precisam deixar de ser ignorados e silenciados”, afirma o estudante Anderson Alves, uma das estrelas da campanha.

Para a funcionária pública Ysabelly Morais, que participa da campanha, “demonstrar afeto em publico é de fato mostrar que ‘nosso amor existe’. Muitos tomam isso como ‘querem aparecer’. Entretanto, a verdade é que nós, só não queremos, é nos esconder. Fomos educados para excluir do meio social qualquer sinal de ‘gayzisse’, e isso se perpetuou devido a falta (pouca) representatividade”, defende ela.


A campanha incentiva a publicação de vídeos e fotos nas redes sociais com a hashtag #NossoAmorExiste. Confira, curta, participe do projeto: https://www.facebook.com/nossoamorexiste


APPegação

Com as facilidades de interação social através dos aplicativos de paquera, o hábito em sair para arrumar namorado nem sempre vai seguir a tradicional balada de sábado, podendo fazer a pegação até mesmo sem sair de casa. Em Nova Iorque, algumas casas noturnas fecharam e colocam a culpa no Grindr!

Cada vez mais os apps de pegação expandiram bastante as possibilidades de conhecer novas pessoas. Basta acessar o Tinder, Hornet, Twoo, ScruffGrindr… e logo encontrará alguém "com local". Mas assim como as facilidades, esses encontros aumentam também as preocupações em sair com um completo desconhecido, no risco em encontrar um bandido, psicopata ou alguém com DST, por exemplo. Pensando nisso, uma startup americana promete encurtar a conversa com o candidato à parceiro. Chamado de Mately, o serviço é uma combinação de coleta de dados, testes de laboratório integrado aos aplicativos de paquera, informando também sobre a saúde dos seus usuários, entre os demais dados para interação.

Embora não seja criado para este fim, o aplicativo mais utilizado nas paqueras é mesmo o WhatsApp, seguido do Skype para contatos via celular, com as possibilidades de criação de grupos específicos, bem como para o envio de fotos e vídeos. Aliás, assim como os selfies, outra moda que vem desde o bluetooth é o envio de Nudes pelo zap zap, gerando inclusive uma boa questão para o Dia dos Namorados: Mandar nude é traição? Fazer sexo virtual é o mesmo que transar fora do relacionamento? Veja o vídeo abaixo:

MANDAR NUDES É TRAIÇÃO? - Ajuda, Põe na Roda


E o meu presente?!

Foto: A rede de lojas Riachuelo aposta no público gay, começando pela própria vitrine de uma loja no Rio. Os manequins foram dispostos como se estivessem de mãos dadas, casais de namorados, porém formados por modelos masculinos e femininos.

Se a data é comercial, não podem faltar os presentes. Mas o que dar para o boyfriend ou BFF gay? Como não existe um padrão entre homens gays (nem héteros), há gays mais voltados para a badalação, os fashion, os cultos e intelectuais, os largadões, os mauricinhos, nerds ou geek, os sarados e esportistas, os mais experientes, etc. A dica certeira será aquela que mais combina com o seu namorado, bem como ser algo bem útil (pra ele), haja vista o lado prático que os homens costumam apreciar. Portanto, vale a pena conhecer bem o namorado para então poder agradá-lo - por isso muitos acabam evitando presentes quando o relacionamento está apenas começando, na dúvida em presentear ou não um namoro que nem sabe se vai vingar, bem como aqueles que nem precisam do rótulo "namorados" para presentear, bastando o impulso apaixonado da ocasião.

Por sua vez, o Shopping Iguatemi Fortaleza homenageia a data com o lançamento da campanha publicitária, mostrando um casal gay. A propaganda, que apresenta diversos casais, foi divulgada no início do mês (2/6) no Facebook oficial do shopping, com o slogan "Que o amor é coisa linda de se acreditar”. O vídeo, com quase 90 mil visualizações, traz o texto: ”cada casal tem suas diferenças, e cada uma dessas diferenças os fazem únicos. O que importa é se entregar ao amor e acreditar que essas particularidades se transformam em sentimentos únicos”. Confira:



A publicidade foi bastante elogiada entre dezenas de comentários e 1,4 mil curtidas: "Compartilhado! Lindo de ver o shopping da minha vida incluindo, mesmo que ainda de forma tímida, um casal de rapazes"; "Os únicos sentimentos que devemos ainda acreditar é a fé e o amor" - diziam os internautas.

Veja mais imagens de campanhas publicitárias relacionadas:






Amor entre machos

O marketing de causas e adoção de um discurso contrário à homofobia e em direção à inclusão de toda a diversidade sexual e de gênero passou a estar cada vez mais presente no mercado, especialmente entre as novas gerações de gays. Embora tenha intuito meramente comercial, ainda que muitos não se interessem em repetir o modelo hétero (especialmente o casamento), estas mudanças que presenciamos nos últimos anos só trazem mais visibilidade ao setor social caracterizado por LGBTs.


Se o foco é o afeto, "qualquer maneira de amor vale a pena"! Entre homens, algumas especificidades vão aparecer certamente, haja vista que se trata aí de homens, antes mesmo de serem gays ou não. Explicando melhor, é bem diferente de um relacionamento entre um homem e uma mulher, por se limitarem no mesmo gênero. Se os homens têm mais dificuldade de se manterem fieis ao relacionamento monogâmico, por exemplo, por que não vislumbrar formas diferenciadas de interação homoafetiva?

Segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de São Francisco (EUA), 50% dos casais gays afirmaram viverem relacionamento aberto, ou seja, fazem sexo com outras pessoas com conhecimento e consentimento do parceiro. Intitulado “Estudo dos Casais Gays”, o levantamento acompanhou a rotina de 556 casais moradores da Bay Area, que tem alta concentração de homossexuais em São Francisco. De maneira geral, aqueles participantes que revelaram terem relacionamentos não monogâmicos alegaram que o resultado disso são namoros mais fortes, honestos e duradouros. “Entre pessoas heterossexuais, isso é frequentemente chamado de traição, mas para muitos gays, ficar com outras pessoas não tem essa conotação negativa”, afirmou Colleen Hoff, principal coordenador da pesquisa. No fim das contas, o pesquisador chegou à conclusão de que gays em relações abertas são tão felizes quanto aqueles que preferem as uniões exclusivas.

O estudo californiano reafirma uma outra pesquisa, publicada em 1985, segundo a qual relacionamentos homossexuais abertos duram mais tempo do que aqueles monogâmicos.




De qualquer forma, o que vai prevalecer é a visão desprovida de preconceitos ou motivações em copiar modelos já estabelecidos. Ter um olhar franco com relação ao parceiro, enxergá-lo de forma límpida e sem interferências externas, trará ao relacionamento mais verdade e, consequentemente, muito mais plenitude aos pombinhos, estando estes dias, meses, anos ou décadas juntos - "Que seja eterno enquanto dure!".

Na dúvida, costumo fazer a seguinte pergunta: O que eu amo nele? Aí, se as respostas forem realmente intrínsecas à pessoa, ao seu jeito, caráter, personalidade e até ao seu físico, diferente do que se tem em volta (os bens materiais, profissionais, etc.), as chances de uma decepção amorosa será bem menor, pois assim estou enxergando a pessoa e não os arquétipos que só turvam a nossa visão quando o assunto é afeto.

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