21 de set de 2014

Garotos de programa e a prostituição masculina

GP: gay for pay!

Homens e mulheres fazem parte do mercado do sexo há séculos (ou milênios). Além das diversas diferenças entre a prostituição masculina e a feminina, na fatal convergência ao foco da questão, vem o uso do dinheiro, do poder ou os limites para se possuir algo, principalmente quando a mercadoria é o próprio corpo e o produto é serviço de sexo. Daí os nomes e termos (masculinos): acompanhante, michê, scort boy, puto, garoto de programa, etc. Ou prostituto, para ser ainda mais exato (ou não).

A prostituição no Brasil é uma atividade profissional reconhecida pelo Ministério do Trabalho¹ e não possui restrições legais se praticada por adultos. A ilegalidade estaria nas hipóteses de abuso infantil, exploração sexual e cárcere privado, entre outras situações que o suposto prostituto seria, na verdade, a vítima. Ou seja, obrigado a fazer sexo contra sua vontade ou consciência - estupro. Neste sentido, o turismo sexual apresenta dados preocupantes, de acordo com a UNICEF, principalmente nos casos de prostituição infantil.
¹ Classificação Brasileira de Ocupações / Descrição e Título: 5198-05 - Profissional do sexo, Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Trabalhador do sexo. Descrição Sumária: buscam programas sexuais; atendem e acompanham clientes; participam em ações educativas no campo da sexualidade. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam a vulnerabilidades da profissão.


De vítima a vilão, garotos de programa têm a fama de gente pouco confiável, devido ao mérito de muitos que, através dos tempos, aplicam golpes ao invés de se prostituir, como o que acontece no mais famoso deles, o "Boa noite Cinderela". Outros gozam rápido e cobram o combinado de forma injusta, Roubam, agridem... E aqueles que tentam extorquir a vítima, no caso, gay enrustido, apenas ameaçando com um escândalo. Contudo, ladrão, bandido e marginal não são exclusividades da prostituição, menos ainda de um determinado setor da sociedade ou mercado.

No meio de tantas interpretações e facetas da prostituição, não há como precisar o percentual de garotos de programa em relação às prostitutas ou aos travestis, muito menos o número real dos profissionais do sexo que estão na ativa atualmente. Segundo os estudos nesta matéria, existe uma variedade entre as formas de prostituição, inclusive a masculina. A cultura machista e religiosa também é um dos fatores que dificultam as pesquisas, onde grande parte dos trabalhadores do sexo não se sentem seguros em assumir a profissão perante a sociedade. Mas sabemos que, além da prostituição de rua, os chamados michês (assim como as prostitutas) podem estar em qualquer lugar, inserido em qualquer outra atividade.

Na rua, no carro, no caminhão, no motel, na sauna gay, no banheiro do boteco, no aplicativo de paquera, entre outras quebradas, são algumas opções onde se pratica a pegação, podendo, obviamente, haver situações e relações de consumo de sexo. De uma forma geral, podemos considerar os strippers, gogo boys, atores e modelos de fotos, filmes e vídeos pornográficos como também profissionais do sexo. Ainda que estes não façam programa, estão no imaginário e nas fantasias eróticas que, por sua vez, aquecem o mercado do sexo.

Podemos dizer que a profissão de prostituto é algo tanto quanto efêmero, geralmente limitada a uma fase da vida ou momentos, fatos isolados - por exemplo, atores eventuais de filmes eróticos ou pornográfico, diferente dos pornstars, que são profissionais de carreira.

Por sua vez, a prostituição masculina não é como a feminina, com mulheres de todas as idades. É muito mais fácil encontrar uma puta coroa, de anos de carreira, do que um "velho" de programa, por exemplo. Estes, quando existem, são mais caracterizados pelo termo gigolô, onde passam a vida sendo sustentados por outro(a), em troca de relacionamento sexual e, ou afetivo.

Até onde eu sei, não é comum ver uma zona de prostituição masculina, com quartinhos, escadarias (o famoso sobe-desce) e toda a estrutura dos puteiros. Podemos considerar algumas saunas gays ou casas de massagem, as que utilizam boys de programa no menu, ou algo parecido. Mas de resto, o que se vê são estes profissionais, do sexo masculino, agirem espalhados em lugares comuns e de forma independente, sem agenciadores.

Diante disso, a prostituição masculina é muito mais informal do que verdadeiramente um ofício ou profissão declarada. Além da subjetividade entre os diversos pontos de vista sobre o que significaria ser prostituto (o que seria vender o corpo?), assim como na prostituição informal feminina (aquela que já sai pra balada com o objetivo em conquistar um cara que a banque na noite), muitos oportunistas, michês de ocasião e não assumidos como tal, não podem ver um gay que já querem logo explorar, como se este último tivesse a obrigação de sustentá-los.

Entre os mais "pé de chinelo", muitos aproveitam as oportunidades dos eventuais assédios por gays que buscam homens do tipo "cafuçu" ou "hétero", para então arrancar alguma vantagem - nem que seja uma "meiota" (de cachaça). Estes são os oportunistas ou michê por conveniência (ou subsistência) - alguns estudiosos os excluem da categoria "profissional do sexo", por não haver uma consciência profissional, apenas situações e casos isolados de relacionamento íntimo por interesse financeiro. Outros relacionamentos do tipo são mais duradouros, onde o gay simplesmente banca a vida do então gigolô, sempre dando presentes e pagando estudos e viagens. Nestas relações de michetagem, o que vale é o troca-troca da forma mais popular, do sexo por dinheiro.

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Beijo gay por uma meiota - Amador

Por sua vez, muitos gays aproveitam esta crença ou cultura de séculos, pagando e presenteando seus boys para terem então alguma relação íntima com eles. São as bicha carteirão, o que não significa, necessariamente, que estes sejam efeminados ou assumidos, apenas que estão dispostos a pagar por sexo. Ou aproveitar a ocasião (que "faz o ladrão").

Quanto às formas de pagamento, estas também são diversas, variando entre um cigarro ou uma dose de cachaça, por exemplo, até as grandes fortunas, trocas super valiosas ou vantajosas, etc. O famoso "teste do sofá" também é um exemplo entre as infinitas maneiras de escambo entre sexo e dinheiro, onde se lê aqui o pagamento ($) como 'a vaga' ou o objetivo do candidato.



Entre os michês, uma variação em relação à qualidade também é perceptível, seja na aparência ou na atuação na cama. Alguns são verdadeiros boy magia, bonitos de rosto e corpo sarado, limpos e bem cuidados. Já outros, quase mendigos de tão sujos (alguns são realmente moradores de rua). Contudo, há gosto para tudo e preço também!

Entre os relatos, há garotos de programa que vivem de forma dupla, mantendo relacionamentos como namoro e até casamento. Pode ser constatado também que muitos continuam trabalhando e, ou estudando normalmente, com o intuito de melhorar a capacitação profissional e deixar o ofício de prostituição, ou mesmo para camuflar suas atividades para familiares e amigos.

Novamente, na cultura machista, conservadora e heteronormativa que ainda temos, já é difícil para uma mulher assumir que trabalha vendendo o próprio corpo para sexo. Imagina então para os garotos de programa, principalmente com a premissa conhecida por todos de que a clientela dos michês é basicamente formada por homens gays e bissexuais. Neste sentido, um homem dizendo que faz programa estaria confessando, por tabela, que se deita com outros homens - outro tabu pra muita gente.

Novela Império: Robertão é incentivado pelos pais a virar gay por dinheiro
Se a questão é o atendimento (o programa), se o profissional do sexo está sendo pago para ser "ativo", "passivo" ou "versátil", a procura por um padrão fica ainda mais evidente: o que se sabe é que a preferência é por rapazes jovens e másculos, mas quanto ao tipo de sexo que se busca, não há como prever se o cliente quer pagar para "meter" ou ser "enrabado", sem contar com as propostas de outras modalidades de sexo ou segmentos do mercado erótico (fantasias e fetiches sexuais) - ou comparar os michês com os bonecos infláveis (ou objeto), capazes de fazer tudo que seu 'dono' mandar.

As propostas indecentes são infinitas e vão muito além do sexo, propriamente dito. Alguns clientes preferem programas sem contato físico, ou pedem para assistir uma transa entre garotos de programa, por exemplo. Tem os que só buscam companhia, inclusive para desfilar com o boy na night. Ou a participação destes profissionais em festas privê, despedidas de solteiroswing (com casais), surubas, gang bang, etc.

Não se trata, acredito eu, somente de gente solitária ou subindo pelas paredes, o que seria a ideia mais óbvia, embasada na 'falta de opção', tanto para o profissional, quanto para seu cliente. Ou, pelo menos, parece ser mais específico o caso. Sabemos que parte da clientela dos michês é formada de homens casados e felizes com suas famílias. Seria algo à parte, independente e bem típico do pensamento masculino em sempre separar as coisas: "essa é pra casar", "essa é pra foder", "chupo mas não beijo", "dou o rabo e sou macho", etc. E isso em todos os meios, desde o michê mendigo até os acompanhantes de alto nível. Para os homens, digo de forma generalizada, uma coisa não compromete a outra, ao contrário das mulheres que preferem relacionar tudo, em busca de um sentido lógico.

De qualquer forma, parece que o objetivo principal de quem contrata os serviços de um boy (assim como quem procura "as primas") é de ter uma experiência sexual da forma que bem entender ("Tô pagando!"), principalmente quando o assunto é o sexo fora do convencional: BDSM, spank, pissing, etc. Ou quando a vontade é fazer algo inusitado, diferente do que já faz com a esposa, por exemplo, ou, ainda, quando não se tem coragem ou vontade de fazer determinadas coisas nos relacionamentos sérios. É como se o fato de estar pagando, desse também autonomia para extrapolar os próprios limites - "Já que estou bancando, então quero fazer diferente"; "Então, vou experimentar essa porra!"..

Também tem a procura por viciados em sexo ou daqueles que consideram o ato de gozar uma necessidade fisiológica. A impressão que dá é de que tem mais clientes profissionais do que profissionais do sexo de fato. Digo aqueles que realmente são garantia de satisfação "ou seu dinheiro de volta".

Jonathan Sergipano

Há pouco tempo, conversei com um garoto de programa que se dizia michê apenas por dinheiro. Perguntei se ele fazia de tudo e o mesmo alegou que só "fazia ativo". Disse ainda que só deixava passar a mão na bunda dele para não sair como o chato da história, já que, segundo ele, "os (clientes) comentam com os outros, dizendo que eu fiquei com muita frescura", o que pode "queimar o filme" dele. Sua maior preocupação era dizer que curte a ideia de fazer programa, mas gostaria que fosse só com mulheres, seu real objeto de desejo. Mas, como o mercado não é assim, sobrevive atendendo gays, principalmente homens mais velhos.

Os garotos de programa podem ser considerados ainda mais profissionais, de acordo com a forma de apresentação. Muitos cuidam da boa aparência, utilizando o que ganham com os programas para pagar academia de musculação, salão de beleza e até cirurgias plásticas, como acontece com alguns, na colocação de próteses de silicone na bunda, no peitoral ou na panturrilha. Para estes "profissas", se o que está a venda é o corpo, melhor então (ou mais estrategicamente lucrativo) que estejam em forma e saudáveis.

Aliás, na era da pílula azul, muitos profissionais do sexo que dependem de ter ereção, são usuários dos chamados viagras. Se o que distinguia o programa para com as prostitutas (fazer sexo mesmo sem vontade, "só abrir as pernas"), esta prescrição médica acaba criando um novo potencial para quem utiliza o pênis ereto como ferramenta de trabalho. O que também pode aumentar o quantitativo destes profissionais.

O belo Jude Law no papel do robô Gigolô Joe em A.I. Inteligência Artificial (2001)

Inseridos na sociedade há milênios, entre os profissionais do sexo, há aqueles que assim são por necessidade e os que exercem a profissão como outra qualquer e, infelizmente, os que são escravizados por máfias de exploração sexual, geralmente ligadas a outros crimes. A figura do cafetão ou cafetina é mais comum na prostituição feminina, sendo geralmente os garotos de programa independentes ou, no máximo, associados a sites de acompanhantes.

Na ideia de que "a propaganda é a alma do negócio", há aqueles que investem alto na divulgação de seus serviços, pagando anúncios em jornais e manutenção da auto-promoção (ou ponto) em sites específicos. Para isso, muitos se associam à grandes redes de prostituição, os scort boys, para poderem ter visibilidade a qualquer tempo - pode incluir trabalhos em saunas, boates e festas particulares.

Citando a pesquisa do blog (Pesquisa Homem RG), a maioria dos homens que procuram sexo com outros homens querem, pelo menos para experimentar, a posição de passivo, seja no sexo oral ou anal. Por outro lado, o fascínio pelo esteriótipo do homem-macho pode favorecer as fantasias relacionadas às inversões de papéis - por exemplo, quando um homem quer "comer" um machão e "fazê-lo de mulher". Leia também Pesquisa: o mundo é dos discretos!


Os primórdios da prostituição masculina

"O termo prostituição viril (Perlongher, 1987) tinha como objetivo diferenciar os michês dos travestis que, em situação de prostituição, também eram identificados como praticantes da prostituição masculina. Michê ou garoto de programa são termos utilizados para designar o homem ou rapaz que assume ter relação sexual visando troca financeira. Em outras palavras, seu corpo e sua performance viril têm um valor comercial reconhecido pelo Ministério do Trabalho como profissional do sexo". Ferreira, 2002; Ferreira e Madeira, 2008.

A história da prostituição masculina remonta aos primórdios da prostituição, vendo esta abranger todas as formas de troca por sexo. De acordo com os estudos, a Grécia Antiga possuía uma grande quantidade de πόρνοι (pórnoi) ou prostitutos. Uma parte deles trabalhava para uma clientela feminina, encontrando-se atestada a existência de gigolôs desde a Antiguidade Clássica. Na comédia Pluto, Aristófanes coloca em cena uma mulher de idade avançada que gastou todo o seu dinheiro num amante que agora a rejeita. Contudo, a maioria dos prostitutos trabalhava para uma clientela masculina.

A existência de uma prostituição masculina em larga escala revela que os gostos pederásticos não estavam restritos a determinada classe social. Os cidadãos que não tinham tempo ou disponibilidade para seguir os rituais da pederastia (observar os jovens no ginásio, fazer a corte, oferecer presentes, etc.), poderiam recorrer aos prostitutos, que encontravam-se protegidos pela lei contra as agressões físicas, da mesma forma que as prostitutas.

Outra razão que explica o recurso à prostituição relaciona-se com os tabus sexuais: os gregos consideravam a prática do sexo oral como um ato degradante. Assim, numa relação pederástica o erastés (amante mais velho) não poderia pedir ao erómenos que praticasse este ato, reservado aos prostitutos.

Apesar do fato de que o exercício da prostituição era legal, sua prática era considerada vergonhosa, encontrando-se associada aos escravos, prisioneiros ou aos estrangeiros. Em Atenas, poderia haver consequências políticas para o cidadão, onde este perderia seus direitos cívicos (atimía). Na obra Contra Timarco, Ésquines defende-se dos ataques de Timarco, acusando este ter praticado a prostituição durante a juventude, devendo por isso ser excluído dos seus direitos políticos, como o de apresentar queixa contra alguém.

Já na Roma Antiga, a prostituição masculina pode ser identificada através de uma legislação imposta em 342 DC, pelos imperadores Constantino II e Constâncio II. O castigo contra a homossexualidade passiva era, possivelmente, a castração. Estas leis que foram ampliadas em 390 DC por Teodósio I, condenava à fogueira todos os homossexuais passivos que se prostituíam em bordéis. Em 438 DC, a lei passou a abranger todos os homossexuais passivos, e em 533 DC, Justiniano I passou a castigar todos os atos homossexuais com a castração e a fogueira.

Na época atual, podemos dizer que muita coisa mudou, embora o assunto primordial continue sendo a liberação sexual (inclusive homossexual) frente à cultura dominante. O México é um dos países mais tradicionais na prostituição masculina. Pela proximidade com os EUA e com a fama de ter os homens mais quentes do mundo, os latinos. Os tio Sam, que queriam algo bem discreto, não exitavam em fazer uma rápida "viagem de negócios", desta vez para visitar os chicos acompañantes do país vizinho. Por sua vez, os mexicanos foram se especializando no trato e atendimento a esta demanda. Os latinos, incluindo os brasileiros, são do tipo mais procurado no mercado mundial do sexo.


Brazilian Boys

De acordo com o site da BBC, os brasileiros dominam a prostituição masculina em Londres. Muitos, quando chegam a Grã-Bretanha, encontram emprego em bares, hotéis e restaurantes, mas decidem complementar a renda fazendo programa. Outros nem tentam as vias formais de trabalho e já chegam em Londres decididos a ganhar o sustento, fazendo economias vendendo sexo.

Veja o depoimento do catarinense Renato, 25 anos, garoto de programa em Londres: "Já vim para Londres sabendo que seria garoto de programa. Nunca tinha feito isso no Brasil, mas sabia que aqui essa seria minha única opção. Precisava ganhar dinheiro para ajudar minha mãe. Ela estava se divorciando do meu pai e estava passando por dificuldades financeiras. O mais difícil para mim é lidar com o dilema emocional, com o fato de que levo uma vida escondida. Nem minha família nem meus amigos no Brasil fazem ideia de que sou garoto de programa. Acham que trabalho com organização de eventos".

"É preciso ter a cabeça muito no lugar e ser muito discreto. Tenho medo de ser descoberto e minha imagem ficar manchada para sempre." Ele acredita que os prostitutos brasileiros fazem sucesso entre clientes londrinos por causa da "marca Brasil". "Se vender como brasileiro dá muito certo. Podemos até cobrar mais caro. Os clientes nos acham sexy, gostam do nosso sotaque, do nosso jeito e personalidade", diz Renato, cuja maioria da clientela é composta de homens, a maior parte de turistas ou em viagem de negócios. Ocasionalmente ele atende casais.

Na Espanha, estudos recentes revelam que mais de 70% dos garotos de programa de lá são brasileiros. Europa e EUA são os lugares que mais atraem latinos para trabalhar de scort boy no estrangeiro. No Uruguai, a prostituição é legalizada, mas não inclui os gastos com saúde, como acontece com a previdência social, por exemplo. De qualquer forma, em todos os países, em que a prostituição não é crime, há diversas formas para ser garoto de programa, desde o tradicional "rodar bolsinha" no calçadão ou na pista, ao sexo virtual.


Arte em Lover Boy

O fotógrafo de arte de Philip-Lorca diCorcia (NY) abriu sua primeira retrospectiva na Grã-Bretanha, em uma galeria da cidade de Yorkshire, com trabalhos relacionados ao homoerotismo, com fotografias de garotos de programa.

DiCorcia é conhecido por apresentar imagens estilizadas, em que nunca se está certo do que é ficção ou realidade - instantâneos fake.

A exposição reúne 120 fotos dos 40 anos de sua carreira. Nela é possível encontrar a série de fotos Hustlers (Prostitutas), na qual DiCorcia fotografou prostitutos de Los Angeles, pagando a eles pelas poses o preço que estes cobrariam se fosse programa. Esta série rendeu ao fotógrafo sua primeira grande exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1993. Veja algumas fotografias da série Hustlers de Philip-Lorca:



















Se, por um lado, a prostituição traz a marca de um estigma relacionado a comportamentos e práticas sexuais marginais, por outro lado, é justamente essa marginalidade o seu charme e até objeto de desejo. O território de prazeres ilegítimos, que conta com a cumplicidade entre aqueles que participam, permite ao homem viver fantasias sexuais inconfessáveis, sem se sentir ameaçado em sua identidade social. Além disso, os eventuais e inevitáveis fracassos sexuais são igualmente preservados neste espaço. Entre o michê e seu cliente pode existir uma cumplicidade que vai além das questões financeiras.

Como na prostituição feminina, onde, entre os protagonistas, se estabelece um jogo erótico, as requisições são imprevisíveis, bem como as definições dos papéis. Por sua vez, as causas da prostituição vão desde a uma falta de opção até um empreendimento em escala industrial. E, quem diria, a moral, além de delimitar o que é certo ou errado, torna o sexo um tabu e, por consequência, extremamente erótico ou irresistível - o cobiçado "fruto proibido".


Leia mais:
Série de estudos e pesquisas acadêmicas sobre prostituição masculina

Prostituição de rua e turismo em Copacabana - A avenida Atlântica e a procura do prazer  Miguel Angelo Ribeiro (Revista Território, ano II, nº 3, jul./dez. 1997)

A Prostituição viril na ótica de um profissional do sexo  Fernando Silva Teixeira Filho, Ana Cláudia Bortolozzi Maia e Salvador Loureiro Rebelo Júnior


Prostituição - Corpo como mercadoria  Paulo Roberto Ceccarelli


Prostituição masculina e vulnerabilidade às DSTs/ AIDS  Manoel Antônio dos Santos


Um olhar sobre a Prostituição Masculina  UOL Blog


Prostituição masculina em Belo Horizonte: evidências da questão social  Reginaldo Guiraldelli e Marisa Fernandes de Souza





Vídeos relacionados:
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26 comentários:

  1. Assim como outras matérias deste blog, esta é excelente!
    O que percebo, também, é que existe muitos massagistas, terapeutas e massoterapeutas que prestam algum tipo de serviço erótico sem estarem naa ruas ou saunas da vida. Para quem gosta ou precisa receber massagens terapêuticas, não é raro o profissional tocar o pênis e os testículos, ora como "parte da terapia", ora como préstimo sexual. Não enxergo isto como prostituição, mas sim como massagem mesmo até porque, em muitos casos, você sai "novo em folha", salvo quando o profissional deixa claro o objetivo erótico da massagem. Neste caso, seria programa ou prostituição. Mas receber uma massagem tantrica de verdade, lingham massage ou mesmo uma simples masturbação ao final da massagem, depois de ter todo o corpo massageado de verdade, é muito bom. Eu valorizo.

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    1. Quem precisa recorrer aos serviços de um garoto de programa é maricona bagaceira ou pintosa barraqueira. Como vivem na seca, pois não tem capacidade para arrumar ninguém, tem que pagar. Bicha barbe passivona que vive fazendo carão, também tem que morrer no dindin.

      Agora quem é um gayzão centrado, arruma mesmo é um maridão. De papel passado e tudo mais que tem direito.

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    2. Quero me cadastrar sou do Rio de Janeiro fone(021966596515)

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  2. O homem virar objeto de desejo é no mínimo transgressor.Me parece que esse papél se adequam melhor nas mulheres.

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    1. Não há transgressão alguma, mas sim compulsão sexual. Começa-se pela "necessidade", depois torna-se um vício, onde a pessoa não consegue mais parar.

      Um homem não é como uma mulher, que abre as pernas, simula e pronto. O homem tem que apresentar uma ereção, e mesmo que utilize um viagra da vida, tem que estar sentindo prazer para que ela aconteça e mais ainda para que haja uma penetração.

      A compulsão sexual é mais frequente em homossexuais do que se pensa. A grande problemática é que como qualquer vício, a pessoa nunca admite para si mesma que está viciada. Mas existem grupos de ajuda e tratamento psicológico.

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  3. Quero homens heteros casados q seja magro moreno ou branco q morem na cidade d campo grande MS ou interior do estado garotos curiosos ou experiente sou magro branco e adoro sacanagem sem compromisso m chama no zsp zap blz garotos d idade18 a30 ou garotos teens. 92616196 q seja discreto

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    1. Chama no whats 7187112857 sou de salvador mais nos podemos conversar e trocar umas fts!!

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  4. Hétero?Casado?tem que rolar dinheiro,se bem que as vezes eles encaram,só pra zuar.

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    1. Meu caro, homem "hétero" e casado quando sai com outro homem, não é por dinheiro, mas sim para ser passivo.

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    2. E não tem essa história que é para "zuar", o pau subiu, está rolando é tesão mesmo.

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  5. Sou iniciante garoto de programa moreno de pau grosso interece chama no whats 953334587

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  6. muito bom abordar este tema,pois as vezes ,uito pensam q o garota de programa de programa n tem sentimento,acho q deve ser uma vida sofrida,mas muito deles fazem isso é uma meio de ganhar vida,então n julgo-->

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    1. Discordo totalmente de você. É óbvio que possuem sentimentos, pois são seres humanos como qualquer outro. Agora dizer que se prostituem devido a vida sofrida acho balela. Há de certo uma predisposição, que passa a ser tornar um vício.
      Muitos garotos de programa são homens belíssimos, que poderiam estar muito bem empregados, mas vivem da prostituição. E porque, pura compulsão sexual.

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    2. É semelhante ao caso dos famosos personagens, Belle de jour (Joseph Kessel) e A Dama do Lotação (Nelson Rodrigues), só há satisfação sexual através da quantidade e variedade. Não há necessidade financeira alguma envolvida, mas sim a compulsão.

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  7. Vem zap 7193323174 negao de programa so pra quem for salvador

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  8. 085-997515266
    localizado em Magalhães de Almeida -MA
    , IPU-CE e Parnaiba -PI

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  9. Tenho 24 anos branquinho, magro e todo liso se alguém se interessar me chame no whatsapp 991300351 sou somente passivo.

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  10. Sou de feira de Santana garoto de progama iniciante whatzapp 75991368610 obs só atendo mulheres

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  11. Iniciante chamem 991921345 .... apenas homens

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  12. sou 40então casado e safado moro zona leste de sao paulo,vila prudente,atendo homens maduros,somente em hotel e motel sou discreto,roludo beijo e gozo no programa, tudo sem pressa e descrição,me chame pelo whatsapp mando fotos picantes,descarto curiosos e indecisos fone 9-8595-3131 whatsapp.

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  13. sou de santa rita quero sexo sou virgem quero da meu cu e chupa muito pau meu grosso to precisando de dinheiro face é https://www.facebook.com/photo.php?fbid=765812556888637&set=a.129931167143449.24230.100003796989474&type=3

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  14. Aquiles GP

    Informações;
    Con/WhatsApp: 71992840049

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  15. os gp que colocam recado aqui deviam coloca umas fotos no perfil agente clica la e nada ve bota umas fotos dos corpitios ! ! ! facilita ae

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  16. Sou negro, ativo 34 anos, forte, pintudo, de SP capital... (11)963746458

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  17. MARUJO, SAFADO,dominador,26 ANOS , 1,78 ALTURA . 76 KILOS MORENO MALHADO , ., PÉS: 44 DOT 21 CM GOZO FARTO, adoro chupar cu METER..WHATSAPP..061998643039

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  18. Estou em busca de homens para sexo bem gostoso e um belo boquete para ninguém botar defeito juazeiro/petrolina 7499202584

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