30 de mai de 2013

Sexo com desconhecidos

Anônimos da pegação

Fim de semana prolongado com feriado, e muitos aproveitam para viajar, descansar, encontrar os amigos, ou ficar quieto em casa ou em algum spa. Tem aqueles que aproveitam o momento para simplesmente se jogarem na pegação, procurando o que mais gostam de fazer nas horas vagas: sexo. No meio da festa, da curtição e, principalmente, nos inferninhos especializados em pegação, o sexo com gente desconhecida parece ser uma tradição de tempos, depois que passamos a considerar o sexo como algo íntimo e a monogamia como padrão social.

Tem gente que nem consegue se imaginar chupando um pau de desconhecido, dizendo que não tem coragem, ou que tem nojo ou medo do que pode suceder. Mas para quem não encara desta forma e até curte a ideia, sabe que isso acontece, muitas vezes, em situações de pura descontração. Seja com amigos ou desconhecidos, momentos como Carnaval e suas micaretas, Réveillon, festas e baladas, aumentam as chances desse tipo de relacionamento, que dura apenas uma noite ou nem isso. No meio da bagunça, o anonimato sugere para cada um criar uma suposta personalidade, já que o outro não te conhece, e não vai estranhar se fizer algo que não é de costume. É a mesma ideia do avatar, e dos zilhões de fakes nas redes sociais, feitos já no intuito de poderem agirem sem limites de censura. O sexo com desconhecido sugere a mesma coisa: intimidade real, porém sem relacionamento pessoal real.

Para aqueles que procuram sexo fortuito, promíscuo e, principalmente, secreto, escondido, nada melhor do que fazer com um desconhecido, de preferência se tiver possibilidade de nunca mais o ver. Homens casados, enrustidos, podem utilizar o sexo com estranhos como uma espécie de confessionário. Nos encontros às escondidas, no 'escuro' (também darkroom), este homem se revela, tentando satisfazer seus desejos mais íntimos. 'Ele não me conhece mesmo...' E, no caso dos gloryholes, 'ele nem vai te ver'.

Nessa onda, coisas estranhas acontecem. Com a tradição masculina em separar as coisas e até seus desejos em gavetas independentes na mente (o velho 'mulher pra casar e mulher pra meter'), vem o antigo costume de não beijar (a 'prostituta'), mesmo fazendo com ela coisas tão íntimas e apaixonadas. Entre os homens, tem aqueles que chupam mas não beijam, dão a bunda mas não mamam... Além daqueles que só fazem essas coisas com desconhecidos. Uma variedade infinita de vontades puramente humanas, sem um padrão certo ou errado, apenas de gosto - e 'tem gosto pra tudo'!

Cinema pornô, boates, cabines eróticas, banheiros públicos, saunas, e até lan houses... são os hiper-centros do sexo sem compromisso, análogos aos puteiros, desde os antigos cabarés. Local para uma trepadinha rápida ou 'massagem'. E as portas de banheiro público masculino sempre cheias de número de telefone, propostas indecentes, depoimentos, entre desenhos de pau gozando e 'coraçõezinhos'.

No lado misto ficam os homens que querem um relacionamento estável e assumido e, quando sozinhos, desafogam a falta de sexo na pegação. Mas estes costumam se decepcionar facilmente, esperando encontrar o príncipe encantado e largar aquele estilo de vida pra casar. Não que isso seja impossível de acontecer, mas a ilusão se forma pela simples probabilidade matemática: se a grande maioria, nestes locais, procura sexo casual, sem compromisso, maiores serão as chances para o romântico não se satisfazer - 'não deu certo, ele não quis nem saber meu nome!'.

Outros são bem conscientes do que estão fazendo nos ambientes de pegação ou em qualquer lugar, geralmente tomando a iniciativa da cantada. Mesmo para quem é assumidamente um devasso, o sexo com desconhecidos pode proporcionar a mesma sensação de se revelar para alguém, intimamente, sem ter o mínimo de intimidade pessoal com ele. Parece ser coisa masculina - desde a escola, 'o garoto só não dá o cu com medo dos amigos saberem e zuarem'. Mas se tiver a certeza de que não vai haver retalhação e, principalmente, segredo, tudo pode acontecer.

O prazer puramente carnal também parece ser algo tipicamente masculino. Comparando uma siririca com uma punheta, o homem sempre vai pensar no sexo em si ou genital, e a mulher no que ronda em volta. Na pegação com desconhecidos, uma infinidade de situações, puras ou sórdidas, poderá acontecer. Assim, as modalidades de sexo também são múltiplas, ao gosto do freguês, ativo, passivo, versátil, só mamar, só pegar, só manjar uma rola, numa suruba, em grupo, trio ou dupla... não deixando de ser uma simples fantasia erótica. Inclusive nas opções de sexo bareback ou usando camisinha.

Relacionadovídeo (pornô) de sexo gay com 'desconhecidos' na pegação




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